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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Conteúdo - Espécies Invasoras

Actualmente, algo de intrigante está a acontecer: uma nova forma de poluição provocada por animais e plantas que evoluíram noutros lugares do planeta e que estão a surgir onde não são desejados. Os biólogos chamam-lhes «espécies invasoras».
Os mexilhões-zebra, por exemplo, são moluscos do tamanho da unha de um polegar, autóctones do mar Negro, que se amontoam nas rochas e nas canalizações, em enormes aglomerados. Em dois anos invadiram as zonas baixas dos Grandes Lagos, nos EUA e no Canadá, provocando prejuízos na ordem das centenas de milhões de euros. As condutas das empresas de serviço público e das fábricas ficaram revestidas de mexilhões, as luzes enfraqueceram, os lemes dos navios bloquearam, as empresas encerraram. Os grandes cargueiros foram os responsáveis pela sua introdução nesta zona do planeta.
Entre todas as espécies invasoras, as mais destrutivas são as plantas agressivas. Durante a Segunda Guerra Mundial, uma trepadeira oriunda da América Central e do Sul foi plantada na Índia para camuflar bases aéreas. Actualmente, esta planta invade florestas, camufla grandes áreas do Sul da Ásia e sufoca a vida debaixo do seu manto.
Até um comum gatinho pode provocar prejuízos consideráveis no ecossistema: dezenas de milhões de gatos domésticos vivem à solta, matando centenas de milhões de aves canoras, répteis e mamíferos.
Devido à movimentação humana, muitos ecossistemas espalhados pelo globo estão tão mudados que já não são reconhecíveis.

Conteúdo - O ciclo do carbono

A luz do sol é, actualmente, 25 por cento mais intensa do que quando o sistema solar era ainda recente, o que deveria ter como consequência uma Terra muito mais quente. No entanto, o nosso mundo mal foi afectado por ela.
O que é que mantém o globo terrestre estável e fresco?
A vida. Um número monumental de organismos marinhos vivos de que a maior parte das pessoas nunca ouviu falar: foraminíferos, cocolitos e algas calcárias capturam o carbono atmosférico sob a forma de dióxido de carbono quando este cai na água da chuva e utilizam-no como parte constituinte das suas minúsculas conchas.
Até agora, os oceanos e as florestas da Terra (que também armazenam muito carbono) têm conseguido salvar-nos de nós próprios e da quantidade de dióxido de carbono que lançamos na atmosfera, mas, no futuro, há a possibilidade de ocorrer um aumento galopante e incontrolável do aquecimento da Terra. Não conseguindo adaptar-se, muitas árvores e outras plantas acabariam por morrer. Já houve ciclos como este no passado, mesmo sem o contributo do homem. Mas, felizmente, a natureza tem a capacidade de se regenerar. É quase certo que o ciclo do carbono acabaria por se reequilibrar, devolvendo ao nosso planeta a sua estabilidade e bem-estar. A última vez que isso aconteceu, demorou apenas 60 mil anos.
Anualmente, o homem despeja oito mil milhões de toneladas de carbono na atmosfera.
Sempre que o motor de um carro é ligado ou acendemos uma luz estamos a acrescentar dióxido de carbono à atmosfera. Em média, o contributo de cada cidadão português pode elevar-se a 1,6 toneladas de carbono por ano.
O degelo dos glaciares, as primaveras mais precoces e a subida da temperatura média a nível mundial são apenas alguns prenúncios do aquecimento da atmosfera por efeito de estufa.
As florestas, as savanas e águas dos oceanos absorvem cerca de metade do dióxido de carbono que emitimos, abrandam a sua acumulação na atmosfera e atenuam os seus efeitos sobre o planeta.
Verões abrasadores, temperaturas mais violentas, padrões de pluviosidade alterados e variações das espécies de flora e fauna são algumas das alterações mais suaves que o aquecimento global poderá provocar.
Se a natureza deixar de nos ajudar, é possível que nos confrontemos com mudanças drásticas antes de 2050. A catástrofe será rápida de mais para reagirmos.
A ciência promove soluções como automóveis alimentados a hidrogénio e a redução das emissões de gases com efeito de estufa, mas estas encontram-se ainda numa fase de realização muito precoce.

Vídeo - O Ciclo da Água

Vídeo - O Ciclo Interminável da Água

Vídeo - A Guerra da Água - Documentário

Vídeo - Documentário sobre a Água

Vídeo - Estados Físicos da Água

Vídeo - O Ciclo da Água

Vídeo - Preserve a Água!

Powerpoint - O Ciclo da Água


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Powerpoint - A Poluição da Água


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Powerpoint - A Qualidade da Água


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Powerpoint - ETAR


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Powerpoint - O Ciclo da Água


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Atividade - Conjunto sobre Água



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Powerpoint - Como poupar água?


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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Notícia - Fumadores frequentes de marijuana têm mais 70 por cento de risco de ter cancro dos testículos

Um grupo de investigadores norte-americanos publica hoje um artigo na revista "Cancer" que estabelece uma associação entre o consumo de marijuana e o risco de desenvolver cancro nos testículos. Segundo os dados obtidos, um fumador frequente de marijuana tem mais 70 por cento de risco de vir a desenvolver um cancro nos testículos. Comparando com alguém que nunca fumou, os consumidores que recorrem a esta droga numa base semanal ou que a fizeram uso dela durante longos períodos na adolescência enfrentam o dobro do risco.

Desde 1950 que a taxa de incidência de dois principais tipos de cancro de testículo (os seminomas e os não seminomas) tem vindo a aumentar a um ritmo de 3 a 6 por cento por ano nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Austrália e Nova Zelândia. Paralelamente, durante o mesmo período aumentou também o consumo de marijuana na América do Norte, Europa e Austrália. Os investigadores do Fred Hutchinson Cancer Research Center notaram esta coincidência e decidiram estudar uma possível associação entre os dois fenómenos.

A equipa entrevistou 369 homens com idades entre os 18 e os 44 anos a quem tinha sido diagnosticado um cancro nos testículos e aos quais foram apresentadas questões relacionadas com o consumo de marijuana, entre outras perguntas sobre o estilo de vida (incluindo hábitos tabágicos e de consumo de álcool).

Para que fosse possível um termo de comparação, foram chamados também a participar 979 homens, seleccionados aleatoriamente apenas com base na idade e área geográfica de residência (Seattle). E mesmo tendo em conta diversas variáveis importantes como uma eventual história familiar deste tipo de tumor, o uso de marijuana revelou-se um factor de risco significativo e autónomo para o cancro de testículo.

O cancro nos testículos é responsável por apenas 1% dos cancros no homem. No entanto, é o tumor maligno mais comum no grupo etário entre os 15 e 35 anos, sendo um cancro raro em asiáticos e africanos.

O célebre ciclista Lance Armstrong, que sobreviveu a este cancro, deu alguma visibilidade a este tipo de tumor, que regista sete mil novos casos por ano no mundo.

A história familiar e os casos de crianças até aos três anos com testículos que não desceram para o escroto são factores associados a um maior risco de cancro testicular. Por outro lado, a exposição a marijuana tem sido associada a múltiplos efeitos adversos no sistema reprodutivo, do impacto na qualidade do esperma à impotência e à infertilidade.

Janet Daling, um dos autores do estudo, terá decidido explorar esta ligação entre a marijuana e o cancro testicular após ter assistido a uma conferência, há oito anos, onde foi revelado que o cérebro e os testículos eram os únicos órgãos do nosso corpos que tinham receptores de tetrahidrocanabinoides (THC), o principal componente psicoactivo da marijuana. [Actualmente, estes receptores já foram encontrados noutros sítios como o útero ou o coração].

Stephen M. Schwartz, epidemiologista e um dos autores deste estudo, sublinha que, apesar desta associação clara, há ainda algumas questões por responder como, por exemplo, o facto de esta ligação se constatar apenas num tipo de cancro testicular (os de tipo não seminona, considerado o mais agressivo).

Andrea Cunha Freitas