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domingo, 30 de maio de 2021

Green2You, uma loja amiga do ambiente em Coimbra

A Green2You alargou a oferta, ao passar de um centro comercial para uma loja de rua com o dobro do espaço, que continua aberta, em Coimbra. Aos detergentes ecológicos de produção local, vendidos a granel, juntou mais artigos amigos do ambiente.

Produtos artesanais e 100% naturais que visam minimizar ao máximo o impacto ambiental, pensados para todos, incluindo bebés e animais de estimação. Eis a proposta da Green2You, que abriu há mais de um ano em Coimbra, no centro comercial Primavera, tendo passado, há poucos meses, para um espaço mais amplo e visível, na Rua dos Combatentes da Grande Guerra. Foi o culminar de um caminho de progressiva rendição à cosmética natural e a um estilo de vida mais saudável por parte de Marta Lopes, responsável pela loja – que continua aberta, visto disponibilizar alguns artigos considerados essenciais, e faz envios para Portugal continental.

No fundo, tudo começou com uma atividade preexistente: Marta trabalhava como comercial e já revendia detergentes ecológicos feitos em Coimbra, da marca Greendet – que foi a primeira parceira da Green2You, e está para ficar. No início, a loja apostou nesses detergentes para vários fins, vendidos a granel, em frascos reutilizados, e em produtos para o corpo. Os campeões de vendas continuam a ser os detergentes de roupa e louça, seguidos do gel de banho e dos champôs sólidos, mas, hoje, este projeto de combate ao desperdício reúne muitos outros produtos amigos do ambiente, quase todos portugueses e em atualização.

Entre as novidades mais recentes estão os copos reutilizáveis e colapsáveis, os chás e infusões de comércio justo, em saquetas biodegradáveis, e artigos de higiene feminina como pensos, cuecas e copos menstruais, para lavar e voltar a usar. A oferta inclui ainda escovas de dentes feitas com amido de milho, pufes de banho resultantes de excedentes de tecido, produtos para a barba, fraldas reutilizáveis, almofadas térmicas de camomila e alfazema ou velas aromáticas. Tudo exposto em prateleiras feitas com caixas de fruta compradas em segunda mão, num pomar.

Nos planos está a criação de uma linha própria e produtos e de um cantinho para promover a troca de roupa, não sendo de descartar a realização de pequenas feiras.

https://www.evasoes.pt/o-que-fazer/green2you-uma-loja-amiga-do-ambiente-em-coimbra/1007833/

sábado, 29 de maio de 2021

Resumo da história da vida

A história evolutiva da vida remonta há mais de 3,8 bilhões de anos. A Terra foi formada há cerca de 4,57 bilhões de anos e após a colisão que formou a Lua, uma grande quantidade de vapores de água foi liberadas pelos vulcões e milhões de anos depois, com o resfriamento gradual da atmosfera terrestre o vapor se condensou e se precipitou na forma de chuva. A evidência mais clara da existência da vida na Terra data de cerca de 3 bilhões de anos, embora existam relatos do fóssil de uma bactéria de 3,4 bilhões de anos e de evidências geológicas da existência de vida há 3,8 bilhões de anos. Alguns cientistas admitem a hipótese da panspermia, onde a vida na Terra tenha iniciado através de meteoritos que abrigavam formas de vida primárias, mas a maioria das pesquisas concentra-se em várias explicações de como a vida poderia ter aparecido de forma independente na Terra.

Esta textura em forma de "pele de elefante" é um vestígio fóssil de um tapete microbiano de não-estromatólitos A imagem mostra a localização, no Leito Burgsvik na Suécia, em que a textura foi identificado pela primeira vez.

Por cerca de 2 bilhões de anos os tapete microbiano, colônias de várias camadas de diferentes tipos de bactérias, eram forma de vida dominante na Terra. A evolução da fotossíntese aeróbica os habilitou a desempenhar um papel importante na oxigenação da atmosfera há 2,4 bilhões de anos. Esta mudança na atmosfera aumentou sua eficácia como berçário da evolução. Enquanto os eucariontes, células com estruturas internas complexas, poderiam estar presentes no início, a sua evolução acelerada quando eles adquiriram a capacidade de transformar o oxigênio a partir de um veneno. Essa inovação pode ser herança dos eucariontes primitivos que transformavam o oxigênio saturado de bactérias através da Endossimbiose e transformando-os em organelos chamados mitocôndria. A evidência mais antiga de complexos eucariontes com organelos como a mitocôndria data de cerca de 1,85 bilhões de anos.

A vida multicelular é composta apenas por células eucarióticas e sua evidência mais antiga é do Grupo fóssil de Francevillian de 2,1 bilhões de anos, embora a especialização das células para diferentes funções aparece pela primeira vez entre 1,43 bilhões de anos (um possível Fungi) e 1,2 bilhões de anos (provavelmente uma alga vermelha. A reprodução sexuada pode representar um pré-requisito à especialização das células, como um organismo multicelular assexuado pode estar em risco de ser tomado por células desonestas que retêm a capacidade de se reproduzir.

domingo, 23 de maio de 2021

Oficina nasce em Lisboa para reutilizar e recuperar móveis estragados

Uma oficina destinada à reutilização e recuperação de móveis abriu esta segunda-feira na freguesia da Ajuda, em Lisboa, para dar uma nova vida aos resíduos espalhados na cidade e criar novos lugares de reencontro comunitário, afetado pela pandemia da Covid-19.

Aproveitando o Dia Internacional da Reciclagem, a iniciativa “Ripas” nasce na Calçada da Boa-Hora, através da colaboração do município, da Junta de Freguesia da Ajuda e da Oficina Monstros — Associação de Artes e Ofícios.

Em declarações esta segunda-feira à agência Lusa, o vereador do Ambiente, Estrutura Verde, Clima e Energia, José Sá Fernandes, explicou que o primeiro espaço utilizado para a reutilização de mobília na capital surge para reaproveitar “as madeiras”, adiantando que o projeto será replicado noutras freguesias no futuro.

É um projeto-piloto que vamos desenvolver noutros locais. Estamos muito contentes por ter esta iniciativa de recuperar monstros, os chamados monstros que as pessoas deitam fora, o mobiliário que está estragado”, indicou.

José Sá Fernandes realçou que a iniciativa inovadora iniciar-se-á com a reutilização de móveis, mas a ideia é também reciclar outro tipo de materiais, como metais.

“Estamos a reduzir [lixo] e estamos a reutilizar tudo o que tenha a ver com as madeiras e também algumas coisas de metal, mas — para já, para já — o grande foco vão ser as madeiras“, disse, lembrando que o município está empenhado na redução de “resíduos de óleos”, após a instalação de oleões em vários locais da cidade.

Em 19 de abril, foi anunciado que 204 oleões inteligentes de recolha de óleos alimentares usados iam começar a ser instalados em Lisboa, permitindo aos cidadãos registar os depósitos em tempo real. Em comunicado divulgado, na altura, a Hardlevel, empresa fundadora da Rede Nacional de Oleões (RENO), adiantou que numa primeira fase estava prevista a instalação de 160 oleões “em pontos estratégicos da cidade”.

O projeto, que deverá ficar concluído até ao final de maio, iniciou-se nas freguesias de Areeiro, Arroios, Beato, Penha de França, Benfica, Carnide, São Vicente e Alcântara.

“Nós já instalámos há três semanas vários oleões em vários sítios da cidade, em quase todos os ecopontos, para também podermos reduzir os resíduos de óleos”, recordou, adiantando que “em breve” andará por Lisboa “uma carrinha […] em busca de eletrodomésticos, que também podem ser reutilizados e reciclados”.

À Lusa, o autarca contou ainda que o município tem também o objetivo de “recuperar o Repair Café“, cafés onde se reparam coisas.

“A nossa ideia é termos este tipo de experiências nas freguesias todas, começamos agora na Ajuda, mas, no futuro, é estes nichos de materiais terem destinos que não seja irem para o lixo. Quer na reciclagem dos óleos, quer na reutilização das madeiras, quer na reutilização e reciclagem de aparelhos eletrónicos. Acho que é bom haver dispersão na cidade e ao mesmo tempo tem um efeito positivo na comunidade”, sustentou.

O “Ripas” que nasce agora, além de ser um espaço para reutilizar mobília, vai ter uma componente de ações de formação e seminários dedicados à reciclagem, com o objetivo de “capacitar os munícipes para a reparação autónoma do seu próprio mobiliário e criar redes comunitárias de partilha, sensibilizando-os para a problemática das madeiras em fim de vida e do seu impacte ambiental”.

Ninguém compreenderia que uma cidade não fosse evoluindo na questão dos resíduos, que é uma questão absolutamente central em termos ambientais, no mundo inteiro. Estas iniciativas visam reduzir reutilizando. O que nós precisamos mesmo é aprendermos muito com esta coisa da pandemia, termos sítios para nos encontrarmos para nos ajudarmos, para sermos solidários”, frisou.

https://observador.pt/2021/05/18/oficina-nasce-em-lisboa-para-reutilizar-e-recuperar-moveis-estragados/


sábado, 22 de maio de 2021

Paleontologia vs Arqueologia

Os arqueólogos diferenciam-se dos paleontólogos porque não trabalham com restos de seres vivos - é uma ciência social. Um arqueólogo estuda as culturas e os modos de vida humana do passado a partir da análise de vestígios materiais. Um paleontólogo, entre outras coisas, é um biólogo ou geólogo, e estuda restos ou vestígios de diversas formas de vida (animal, vegetal, etc.) através da análise do que restou delas e da sua atividade biológica: pisadas, coprólitos, bioturbações, fósseis ósseos, etc.

A paleontologia estuda todos os organismos que viveram na Terra, incluindo a evolução primata-homem, mas não o ser humano como o conhecemos hoje, pois o estudo e seguimento da vida antropo-cultural restringe-se a disciplinas ligadas à Arqueologia, à Paleoantropologia, à Biologia e à Medicina. Normalmente, a Paleontologia estuda organismos mortos há mais de 11 000 anos; quando os vestígios ou restos possuem menos de 11 000 anos, podem ser denominados de subfósseis. De uma maneira muito simplificada, um paleontólogo estuda os restos ou vestígios de seres vivos desde o início da vida na Terra até hoje, incluindo os restos de hominídeos.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Gronelândia está mais escura e mais quente devido à falta de tempestades e neve fresca


Os cientistas dizem que a poluição não pode ser considerada responsável. O responsável é o reforço de um fenómeno climático chamado bloqueio atmosférico.

A Gronelândia está a ficar mais escura devido à falta de tempestades que trazem a neve fresca e, com menos branco, reflecte menos a luz solar, o que acelera o seu aquecimento, de acordo com um estudo publicado segunda-feira. A superfície da calota de gelo da Gronelândia aqueceu pelo menos 2,7°C desde 1982, causando um derretimento muito rápido do gelo, lê-se na introdução do estudo, publicado em Cartas de Investigação Geofísica.

Durante várias décadas, as observações de satélite mostraram que a proporção de luz reflectida pela neve (albedo) diminuiu. Mais escura, a Gronelândia está também a ficar mais quente. O motivo deste escurecimento permanece um mistério, tendo os investigadores equacionado se a causa será a presença de partículas absorventes de luz na neve (como fuligem da combustão de combustíveis fósseis) ou outra razão.

Em busca da resposta, investigadores da Universidade de Darmouth viajaram centenas de quilómetros na Gronelândia para realizar duas campanhas de amostragem e um inquérito, nos verões de 2016 e 2017. O tamanho dos flocos no chão, que reflectem a luz, e as impurezas na neve foram medidas em dezenas de locais.

Os cientistas concluíram que a poluição não pode ser considerada responsável: “Esta é uma das neves mais limpas do mundo”, afirmou Gabriel Lewis, um dos principais autores do estudo, citado numa declaração.

Segundo os investigadores, o responsável é o reforço de um fenómeno climático, chamado bloqueio atmosférico, que pode estagnar até várias semanas acima de certas regiões da Gronelândia e que reduziu o número de tempestades de neve, que são essenciais.

“Quando (a neve) cai e permanece à superfície, ao sol, muda de forma e os flocos crescem”, explicou Gabriel Lewis. “Em poucas horas, e depois em poucos dias, obtém-se esta queda na reflectividade e é por isso que a neve fresca é tão importante”, acrescentou Erich Osterberg, professor associado em Dartmouth e investigador principal do estudo.

O mesmo fenómeno climático também provoca a permanência de ar mais quente sobre estas regiões, bem como uma redução da cobertura de nuvens. Com menos radiação solar filtrada, a transformação dos flocos de neve no solo é ainda mais acelerada. “É como um triplo golpe”, avançou Erich Osterberg, afirmando: “Tudo isto contribui para que a Gronelândia derreta cada vez mais depressa”.

https://www.publico.pt/2021/05/18/ciencia/noticia/gronelandia-escura-quente-devido-falta-tempestades-neve-fresca-1962987