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terça-feira, 1 de novembro de 2022

A deriva dos continentes

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Ganhou o nome de Pangeia, a superestrutura que já uniu todos os continentes do nosso planeta. A formulação da teoria que explica como se separou a superfície terrestre em partes data da segunda década do século XX. Vários indícios levaram o geofísico alemão Alfred Lothar Wegener a construir a tese da deriva continental. Fatores morfológicos, palentológicos, geológicos e também climáticos revelam que África, Ásia, América, Antártida, Europa e Oceania já formaram uma só placa que se fraturou e se move em permanência, segundo os movimentos tectónicos.

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Quanto açúcar consomes por dia?

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Engana-se quem pensa que o que é doce nunca amargou. O açúcar é um dos grandes vilões dos nossos dias, responsável por um sem número de doenças. Tem uma particularidade que o torna quase imbatível: a camuflagem. Além de existir nas mais variadas formas, esconde-se em quase todos os alimentos. Naturais e processados.

A nutricionista Sónia Marcelo mostra-nos um exemplo prático do consumo excessivo de açúcar. Mesmo quando pensamos fazer uma alimentação equilibrada, o resultado pode ser surpreendente, facto a que não serão alheios os dados que revelam que a população portuguesa tem tendência para doenças associadas à alimentação. Já em 2016, a DGS (Direcção-Geral da Saúde) apontava a relação com a comida como causa para metade dos casos de doença e de morte no país.

O problema é que para além de causarem doenças, como a diabetes, quando ingeridos em excesso, os açúcares também alimentam outras. As células cancerígenas, por exemplo, têm capacidade de absorver mais glucose do que as células saudáveis. Além disso, temos a obesidade e as doenças cardiovasculares no topo da tabela.

Se pensa que reconhece o vilão com facilidade, sugerimos o dicionário quando for ler os rótulos: ele é branco, amarelo, invertido, mascavado, de palma, de coco, de tâmara e de beterraba. Aparece designado como glicose, glucose, sacarose, frutose, maltose, lactose, dextrose, malto-dextrinas. Surge em xarope de açúcar, de milho, de agave, de arroz, melaço e mel. Pode ainda reconhecê-lo nas expressões  aspartame, sorbotol, xilitol, sacarina, ciclamato de sódio, sucralose, stevia. São açúcares naturais e sintéticos, todos eles são hidratos de carbono.

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

O ciclo das rochas

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As rochas transformam-se através de processos naturais e cíclicos, o que revela o sistema dinâmico da Terra. Uma rocha vai modificar-se para outro tipo consoante as condições a que é sujeita. Os sedimentos, por exemplo, formam-se a partir da meteorização e erosão e estes, por sua vez, através da diagénese, transformam-se em rochas sedimentares consolidadas. São processos, tal como o da fusão ou o do metamorfismo, que podes ver explicados neste vídeo sobre o ciclo das rochas.

domingo, 25 de setembro de 2022

A mulher das cavernas

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Ana Sofia Reboleira é uma espeleóloga de renome internacional que já descobriu mais de 70 novas espécies de animais cavernícolas, organismos fundamentais para a manutenção da qualidade da água das reservas subterrâneas. Seguimos com ela, nesta reportagem, para a escuridão, onde podemos ver um mundo de vida.

Professora e investigadora da universidade de Copenhaga, esta portuguesa é a responsável pela descoberta do milpés mais profundo que existe na Terra (da classe dos diplópodes), um dos animais mais antigos do planeta, cujo ecossistema se situa em cavernas no Cáucaso Ocidental. Em Portugal, na serra do Sicó, encontrou o único crustáceo exclusivamente terrestre.

O frio, a humidade e a falta de luz são as condições de trabalho dos espeleólogos que estudam formas de vida quase invisíveis: escorpiões, escaravelhos, bichos de conta, um sem número de organismos que têm como caraterísticas semelhantes a falta de olhos e a falta de cor – consequência da ausência de luz natural -, mas que por outro lado têm sobredimensionadas estruturas sensoriais como antenas e pelos.

O estudo das criaturas das cavernas permite olhar para o passado e, com a transformação de espécies, entender, por exemplo, os diferentes registos climáticos que o planeta atravessou. Os pequenos animais, além de purificadores da água doce subterrânea, podem ainda contribuir para o tratamento de doenças, através da produção de venenos.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

O cérebro num minuto

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O cérebro é o centro de comandos do corpo. Controla a respiração, a coordenação dos movimentos, o ritmo cardíaco. Sem ele não havia pensamentos, emoções ou memórias. A ciência acelera o conhecimento desta máquina genial, mas tem ainda muitos mistérios por desvendar.

O cérebro é um orgão do sistema nervoso central que constitui a maior parte do encéfalo. As suas funções são múltiplas e vão da linguagem à memória, da inteligência à criatividade e ao próprio comportamento emocional. Está também relacionado com o processar dos sentidos, da visão à audição e à própria coordenação de movimentos, incluindo o equilibrio.

Divide-se em dois hemisférios que controlam as partes opostas do corpo e que, por sua vez, se repartem em quatro lobos cerebrais com funções específicas. Quanto aos neurónios, que formam uma espécie de rede elétrica interminável, estão mais presentes no lado esquerdo do que no direito. Ao lado esquerdo associa-se o pensamento lógico, ao direito o criativo e emocional.

Em relação à velha história de os humanos só usarem dez por cento do seu cérebro, a ciência já mostrou tratar-se de um mito. Todo o cérebro é usado, mas nem toda a sua atividade é ainda completamente conhecida. O cérebro continua a ser uma espécie super computador, capaz de surpreender o próprio ser humano a cada passo científico, daí que os estudos sobre ele sejam cada vez mais numerosos.

Esta infografia integra o fronteirasxxi.pt/cerebro. O desafio do programa Fronteiras XXI é debater os grande temas que desafiam Portugal e o mundo, colocando frente a frente conceituados especialistas nacionais e/ou internaionais e uma plateia selecionada. Um programa da RTP3 que resulta de uma parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS).