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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Conteúdo - Deformações

A actividade interna do nosso planeta manifesta-se tanto por fenómenos bruscos, como os vulcões e os sismos, que estudarás no tema seguinte, como também por processos muito lentos. Estes são em grande parte devidos quer à mobilidade da litosfera quer ao peso das camadas de sedimentos que tem sobre ela, que exercem diversos tipos de forças sobre as rochas que a constituem e que lhes provocam diferentes deformações.

As forças que se exercem sobre as rochas podem ser principalmente de três tipos:
Compressão – tendem a reduzir o volume da rocha;
Tracção – tendem a alongar a rocha;
Cisalhamento – provocam movimentos paralelos das rochas em sentidos opostos.
As rochas oferecem diferente resistência às forças a que estão sujeitas, não só em função da intensidade e do período de duração(tempo) dessas forças, mas também por causa de outros factores, como a composição e a estrutura da rocha e a temperatura a que seencontra.As deformações causadas nas rochas podem ser de alguns tipos fundamentais que certamente entenderás pelos exemplos simplesque a seguir te apresentamos.
A deformação do tipo elástica é reversível e proporcional à força aplicada. Quando cessa a força deformadora, cessa a deformação e a rocha recupera a forma inicial. É importante salientar que a capacidade de deformação elástica das rochas é limitada, pelo que, ultrapassado o limite de elasticidade, as rochas sofrem deformação permanente ou entram mesmo em rotura.
A deformação do tipo plástica é permanente e ocorre quando é ultrapassado o limite de elasticidade das rochas.

Conteúdo - Dobras e Falhas

Quando é ultrapassado o limite de plasticidade, a rocha cede e entra em rotura. Conforme o tipo de forças que actua – compressivas, de tracção ou de cisalhamento – assim se formam falhas inversas,normais ou desligamentos

Conteúdo - Correntes de Convecção

Uma das áreas de investigação dos geólogos é a determinação das causas do movimento das placas litosféricas. Muitos admitem que estas são postas em movimento devido a correntes de convecção de massas fluidas desigualmente aquecidas, que ocorrem no manto sobre o qual assentam, que as fazem deslocar sobre ele como um «tapete rolante».

As correntes de convecção podem ser facilmente visualizadas em qualquer massa fluida, como água, que colocada num recipiente sobre uma fonte de calor fica desigualmente aquecida. Em consequência, experimenta um movimento ascendente do local onde está mais quente para o local onde está menos quente, pois quando aquecida fica dilatada, por isso, menos densa e, consequentemente, mais leve. Arrefecendo à superfície contrai, torna-se mais densa e pesada
e, por isso, afunda, gerando num movimento global a convecção.

Muitos cientistas consideram que as massas quentes da astenosfera, aquecidas por baixo devido ao calor interno da Terra, sobem em direcção à litosfera, ao mesmo tempo que as massas mais frias da parte superior descem, formando-se assim correntes de convecção de material plástico.

Como em muitos assuntos científicos, as opiniões sobre o movimento das placas não são consensuais, existindo muitas vezes grandes polémicas.
Efectivamente, há geólogos que consideram que é a litosfera, por ser mais fria e densa nas zonas de subducção, que afunda. O movimento é, assim, em parte provocado pelas placas, que são consideradas como participantes no processo de convecção do manto e não elementos passivos.

Outros geólogos consideram que é o manto inteiro, e não só a astenosfera, que se movimenta, enquanto outros apontam como geradores do movimento do manto certas regiões anormalmente quentes – hot spots – que estudarás no tema seguinte.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Vídeo - Deriva Continental

Conteúdo - Tipos de Limites


Os cientistas, com os dados actuais, admitem que a litosfera se encontra dividida em várias placas, que se movem umas relativamente às outras, deslizando lentamente sobre a astenosfera.
A velocidade das placas, medida actualmente utilizando satélites, lasers e ondas de rádio, é muito variável de umas para outras, mas, em média, é de 1 a 18 centímetros por ano.


É, principalmente, no bordo das placas litosféricas que ocorrem importantes processos geológicos. Tais processos dependem dos três tipos de movimentos que as placas podem ter umas em relação às outras e que podem ser:




Convergentes - quando as placas se aproximam

Divergentes - quando se afastam

Laterais - quando se deslocam lateralmente




Nos bordos das placas ocorrem importantes fenómenos geológicos, dos quais se destacam a ocorrência de sismos, e a deformação das rochas. Como não se forma nem se destrói a litosfera, estes são designados por conservativos.
São acontecimentos que ocorrem, por exemplo, no Pacífico Oriental, ao longo da Falha de Santo André (EUA).





Nos bordos das placas que se afastam– movimentos divergentes – os principais acontecimentos geológicos são o alargamento do fundo oceânico, o afastamento dos continentes e a ocorrência de sismos e vulcões.



Como se forma nova litosfera, estes bordos são chamados construtivos .



É o que ocorre nos Açores, provocando o afastamento das ilhas Corvo e Flores das restantes, e na Islândia, país que se situa na dorsal média do oceano Atlântico, precisamente no limite das placas
Americana e Euro-Asiática.






Nos bordos das placas que se aproximam – movimentos convergentes - os mais importantes fenónemos geológicos são a formação de montanhas e a ocorrência de sismos e de actividade vulcânica.
Como as placas ao movimentarem-se chocam entre si, o que leva à destruição da litosfera nestes bordos, estes são designados por destrutivos.
São exemplos desta situação as ilhas Aleutas, os Andes e os Himalaias