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sábado, 11 de junho de 2022

Pegadas de dinossauro em praias do Algarve

https://ensina.rtp.pt/artigo/pegadas-de-dinossauro-em-praias-do-algarve/

São dezenas de pegadas de dinossauro que podem ser encontradas nas rochas das praias da Salema e Santa no Algarve. É possível fazer visitas guiadas com a ajuda de paleontólogos.

Foram descobertas há cerca de 20 anos e nas rochas encontram-se pegadas de carnívoros e herbívoros, todos bípedes, do período do Cretáceo Inferior, com cerca de 140 milhões de anos.

Na praia de Salema encontram-se dois conjuntos de pegadas. Um deles tem sete pegadas com três dedos (tridáctilas) que pertenceram pelo menos a três indíviduos distintos. Noutro ponto da praia há oito pegadas, também com três dedos, que terão pertencido a um ornitópode, um dinossauro herbívoro.

Ainda na Praia da Salema vale a pena reparar nas formações rochosas que apresentam vestígios de galerias escavadas por artrópodes, seres invertebrados que percorriam os fundos marinhos.

As pegadas da praia Santa não são de fácil acesso, mas os especialistas consideram que são as mais bem preservadas e também foram deixadas por um herbívoro bípede.

Antes dos dinossauros viveram no Algarve salamandras gigantes

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Foi baptizada de "Metoposaurus Algarvensis" e é uma nova espécie de anfíbio anterior à época dourada dos dinossauros. No Algarve foram descobertos os fósseis de vários indivíduos desta espécie de salamandra que chegava aos dois metros de comprimento.

Os esqueletos foram encontrados completos e articulados naquilo que terá sido um lago que, devido a uma seca, matou a colónia que nele habitava. Os adultos podiam alcançar os dois metros de comprimento e há pouco mais de 220 milhões de anos eram predadores de topo no planeta.

A escavação revelou vários indivíduos, e os paleontólogos acreditam que a área junto à aldeia da Penina, no concelho de Loulé, pode revelar mais salamandras gigantes e também vestígios de animais de outras espécies.

Nesta reportagem pode ouvir as explicações de Octávio Mateus, professor Paleontologia da Universidade Nova de Lisboa.

O auroque, animal que desconhecemos

https://ensina.rtp.pt/artigo/ressuscitar-da-pedra-o-auroque/

O auroque foi a vaca primitiva que surge representada nas pinturas rupestres e deu origem às espécies de bovinos que hoje conhecemos. Os cientistas querem trazer esses animais de volta, uma vez que foi dado como extinto no século XVII.

O auroque é, ao lado dos cavalos, dos animais que surge com mais frequência nas rochas do Vale do Coa e noutras representações do período rupestre. Trata-se de um herbívoro de grande porte, pesando cerca de mil quilos, selvagem e capaz de defender as crias e as manadas de predadores.

Durante milhares de anos foi caçado e, posteriormente, domesticado pelo homem. Na Península Ibérica o último terá desaparecido há cerca quatro mil anos, mas noutros pontos do mundo manteve-se vivo até mais tarde e o último terá morrido na Polónia já no século XVII.

Atualmente os cientistas estão a tentar recuperar o auroque. Pelo menos dois projetos – o Tauros e o Uruz – tentam ressuscitar este bovino utilizando técnicas como o retrocruzamento, cruzamento de raças que apresentam características da espécie primitiva. Em Portugal as vacas maronesa e barrosã integram as listas dos animais que estão a ser utilizados nestas iniciativas.

O regresso do auroque asseguraria o repovoamento de zonas de pastagem ou agrícolas em áreas de difícil acesso, abandonadas ou sob ameaça de predadores como o lobo.


O Eousdryosauros, um dinossauro herbívoro português

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Era um herbívoro pequeno e rápido. Deram-lhe o nome de "Eousdryosauros" e é uma espécie de dinossauro, descoberta na zona da Lourinhã que, pelo menos por enquanto, só foi identificado no nosso país.

Tinha pouco mais de meio metro de altura e viveu num mundo de gigantes durante o período Jurássico. Possivelmente escondia-se em florestas para escapar aos predadores, que durante aquele período alcançaram dimensões gigantescas.

A descoberta foi feita por particulares que se dedicam à busca de fósseis na zona da Lorinhã. O esqueleto está muito completo e promete trazer mais novidades ao mundo da paleontologia.

Nesta reportagem pode ouvir declarações de Bruno Silva, diretor do Laboratório de Paleontologia da Sociedade de História Natural, e de Fernando Escaso, paleontólogo do Laboratório de Paleontologia da Sociedade de História Natural.

Os fósseis marinhos de Santa Maria

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No meio do Oceano Atlântico há uma ilha que conta histórias com milhões de anos. É por isso que Santa Maria, a mais antiga do arquipélago dos Açores, é visitada por cientistas de todo o mundo. Os paleontólogos chamam-lhe "santuário de fósseis marinhos".

Na sua história geológica, Santa Maria “nasceu” duas vezes. A pequena ilha formada a partir de  um vulcão nas profundezas marinhas emergiu há cerca de oito milhões de anos, mas voltou a desaparecer nas águas. Foi depois de uma violenta erosão que a terra ficou de novo totalmente submersa e, durante esse período, acumulou uma espessa camada de sedimentos marinhos. Numa fase posterior registaram-se várias erupções que provocaram o seu reaparecimento à superfície.

A mais antiga das nove ilhas dos Açores, e a que está há mais tempo sem atividade vulcânica (dois milhões de anos), é por isso a única com rochedos calcários onde se escondem os fósseis marinhos, verdadeiros tesouros para paleontólogos, geólogos e biólogos que os identificam, catalogam e datam. Moluscos, crustáceos, corais, cetáceos, algas do mar e muitos outros organismos marinhos que aqui viveram em eras diferentes e se transformaram em animais de pedra, estão espalhados pelas cerca de 20 jazidas de Santa Maria, como a Pedra-Que-Pica, que terá sido formada há cinco milhões de anos.

As descobertas feitas na última década são já muitas e é com elas que os investigadores constroem pacientemente o passado de Santa Maria, quando esta era uma ilha solitária no meio do atlântico.

Fazemos uma viagem no tempo e descobrimos um património paleontológico único nesta reportagem realizada pela RTP quando acompanhou a 6.ª edição da expedição científica  “Paleontologia das Ilhas Atlânticas