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domingo, 22 de junho de 2014

Conteúdo - Cometas

Cometas são corpos pequenos, frágeis e de formato irregular compostos por uma mistura de grãos não voláteis e gases congelados. Têm órbitas muito elípticas que os trazem muito próximo do Sol e os levam longe no espaço, por vezes para além da órbita de Plutão.
A estrutura dos cometas é diversa e muito dinâmica, mas todos desenvolvem uma nuvem de matéria difusa, chamada coroa, que geralmente cresce em diâmetro e brilho enquanto o cometa se aproxima do Sol. Geralmente vê-se no meio da coroa um núcleo pequeno (menos de 10 km de diâmetro) e brilhante. A coroa e o núcleo juntos constituem a cabeça do cometa.



Componentes dos Cometas

"Cauda de Iões" . . . "Invólucro de Hidrogénio"
"Núcleo" . . . "Coroa" . . . "Cauda de Poeira"
"Órbita do Cometa" . . . "Sol"

Quando os cometas se aproximam do Sol desenvolvem enormes caudas de matéria luminosa que se estendem por milhões de quilómetros da cabeça, na direcção oposta ao Sol. Quando estão longe do Sol, o núcleo está muito frio e a sua matéria está congelada dentro do núcleo. Neste estado os cometas são muitas vezes referidos por "icebergs sujos" ou "bolas de neve sujas", porque mais de metade do seu material é gelo. Quando o cometa se aproxima a menos de algumas UA do Sol, a superfície do núcleo começa a aquecer e volatiliza-se. As moléculas evaporadas carregam consigo partículas sólidas, formando a coroa do cometa, de gás e poeira.
Quando o núcleo está congelado, pode ser visto apenas pela luz do Sol reflectida. No entanto, quando a coroa se desenvolve, as partículas de pó reflectem ainda mais luz solar, e o gás na coroa absorve a radiação ultravioleta e começa a fluorescer. A cerca de 5 UA do Sol, a fluorescência normalmente torna-se mais intensa do que a luz reflectida.
Enquanto o cometa absorve luz ultravioleta, os processos químicos libertam hidrogénio, que escapa à gravidade do cometa, e forma um invólucro de hidrogénio. Este invólucro não pode ser visto da Terra porque a sua luz é absorvida pela nossa atmosfera, mas foi detectado pelas naves espaciais.
A pressão da radiação solar e o vento solar aceleram os materiais afastando-os da cabeça do cometa a velocidades diferentes conforme a dimensão e a massa dos materiais. Por isso, caudas de poeira relativamente massivas são aceleradas lentamente e tendem a ser curvas. A cauda de iões é muito menos massiva, e é acelerada de tal modo que aparece como uma linha quase direita afastando-se do cometa na direcção oposta ao Sol. A vista seguinte do Cometa West mostra duas caudas distintas. A cauda de plasma fina e azul é feita de gases e a cauda larga e branca é feita de partículas de pó microscópicas.

O Cometa West
Cada vez que um cometa visita o Sol, perde alguns dos seus materiais voláteis. Eventualmente, torna-se noutra massa rochosa no sistema solar. Por esta razão, diz-se que os cometas têm vida curta, numa escala de tempo cosmológica. Muitos cientistas acreditam que alguns aster�ides são núcleos de cometas extintos, cometas que perderam todos os seus materiais voláteis.

Animação De Um Cometa




Vistas de Cometas



Cometa Kohoutek 

Esta fotografia colorida do cometa Kohoutek foi obtida por membros do laboratório fotográfico lunar e planetário da Universidade de Arizona. Eles fotografaram o cometa do observatório de Catalina com uma câmara de 35mm em 11 de Janeiro de 1974. (Cortesia NASA) 


Estas imagens do Telescópio Espacial Hubble do cometa Hyakutake foram obtidas em 25 de Março de 1996, quando o cometa passou a uma distância de 9.3 milhões de milhas daTerra. Estas imagens focaram uma região muito pequena perto do coração do cometa, o núcleo sólido e gelado, e fornecem uma vista excepcionalmente clara da região perto do núcleo do cometa.

A imagem da esquerda tem 2070 milhas de diâmetro (3340 km) e mostra que muita da poeira é produzida no hemisfério do cometa voltado para o Sol. Em cima à esquerda há três pequenos pedaços que se separaram do cometa e formam as suas próprias caudas. Regiões de gelo do núcleo são activadas no seu movimento de rotação, na luz solar, ejectando grandes quantidades de poeira nos jactos que são pouco visíveis nesta imagem. A luz solar que atinge esta poeira eventualmente faz com que rode e o "empurre" para o hemisfério na direcção da cauda.

A imagem inferior direita é uma vista expandida da região próxima do núcleo e tem apenas 470 milhas (760 km) de diâmetro. O núcleo está próximo do centro da imagem, mas a área mais brilhante é provavelmente o extremo do jacto de poeira mais forte e não o próprio núcleo. Presumivelmente, a superfície do núcleo está logo abaixo deste jacto brilhante. A imagem acima à direita mostra pedaços do núcleo que aparentemente se separaram. A imagem mostra pelo menos três objectos distintos que são provavelmente feitos de poeira granulada. Grandes fragmentos do núcleo não poderiam ser acelerados na cauda, o que parece ser o caso nesta imagem. (Crédito: H. A. Weaver--Applied Research Corp., HST Comet Hyakutake Observing Team, and NASA) 


Primeiros Raios-X Descobertos do Cometa Hyakutake 

Esta imagem mostra a descoberta de uma radiação forte de raios-X vindo do cometa Hyakutake. A imagem foi obtida em 27 de Março de 1996 utilizando o satélite alemão ROSAT em órbita. O cometa estava perto da sua maior aproximação da Terra a uma distância inferior a 10 milhões de milhas, quando as emissões de raios-X foram primeiro detectadas pelo ROSAT. Tanto a extensão como as mudanças rápidas em intensidade dos raios X do cometa surpreenderam e confundiram os astrónomos. "Nunca esperámos que os cometas brilhassem em raios-X", disse o Dr. Michael J. Mumma do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, em Greenbelt, MD. Nunca tinham sido vistos raios X em cometas e os cientistas numa forma optimista previram uma intensidade que se mostrou ser cerca de 100 vezes mais fraca do que a radiação de facto detectada pelo ROSAT. Mudanças intensas no brilho dos raios X foram outra surpresa. Havia aumentos e diminuições pronunciadas no brilho dos raios X de uma observação do ROSAT para outra, tipicamente com uma diferença de poucas horas.


Outro mistério é a natureza do processo físico que gera os raios X, mas a imagem do ROSAT pode conter pistas para este processo. Na imagem, os raios X do cometa parecem vir de uma região em forma de crescente no lado virado para o Sol do Cometa Hyakutake. Uma teoria preliminar é que a emissão de raios X do Sol foi absorvida por uma nuvem de moléculas de água gasosa que rodeiam o núcleo do cometa e foi depois reemitida pelas moléculas num processo que os físicos chamam de "fluorescência". De acordo com esta ideia, a nuvem é tão espessa que o lado virado para o Sol absorve quase todos os raios X solares, de tal modo que nenhum atinge o resto da nuvem. Isto pode explicar a razão de as radiações X dos cometas terem a forma de um crescente e não de uma esfera à volta do núcleo. Uma segunda possível explicação é que os raios X são produzidos de uma colisão violenta entre o material do cometa e o "vento" supersónico de plasma e partículas vindas do Sol. 


Cometa 1993a Mueller 

Esta é uma imagem CCD do cometa 1993a Mueller, obtida em 6 de Outubro de 1993 com um telescópio Schmidt-Cassegrain de 288mm f/5.2. O cometa tem uma coroa de diâmetro 3 pés (90 cm) e uma cauda em forma de hélice, com 7 pés (210 cm) de comprimento. (Cortesia Erich Meyer and Herbert Raab, Austria) 


O Cometa West (1975) 

Esta fotografia foi obtida pelo astrónomo amador John Loborde em 9 de Março de 1976. Esta figura mostra duas caudas distintas. A cauda de plasma fina e azul é feita de gases e a cauda mais larga e branca é feita de partículas de pó microscópicas. (Cortesia John Laborde) 


Cometa West (1975) 

Esta imagem do cometa West foi obtida por John Laborde no Observatório Tierra Del Sol no estado de San Diego. A exposição foi de 30 minutos com uma lente Nikon de 135 mm. (Cortesia John Laborde) 


O Cometa Hale-Bopp 

Estas figuras do Telescópio Espacial Hubble da NASA, do cometa Hale-Bopp, mostram um padrão notável de "fuso" e um aglomerado de poeiras livres perto do núcleo. O clarão brilhante ao longo da espiral (acima do núcleo, que está próximo do centro da imagem) pode ser um fragmento da crusta gelada do cometa que foi ejectada no espaço por uma combinação de evaporação do gelo e da rotação do cometa, e que depois se desintegrou numa nuvem brilhante de partículas.


Apesar do "aglomerado" ser cerca de 3.5 vezes mais fraco do que a porção mais brilhante do núcleo, o clarão aparece mais brilhante porque cobre uma área maior. As poeiras formam um padrão em espiral porque o núcleo sólido está em rotação tal como um aspersor de água de relvado, completando uma rotação cerca de uma vez por semana. 


Cometa Hale-Bopp 

Esta imagem do cometa Hale-Bopp foi obtida por John Laborde com uma câmara Wright Schmidt de 8.8" f/3.7 desenhada e construída por ele. A imagem foi obtida no Observatório Tierra Del Sol no estado de San Diego com uma exposição de 25 minutos num filme Kodak PPF400. (Cortesia John Laborde) 


Cometa Ikeya-Seki 

Esta imagem do cometa Ikeya-Seki foi obtida por John Laborde em Poway, Califórnia, pouco antes do nascer-do-Sol. Fez uma exposição de 15 minutos com uma lente Nikon de 55 mm. (Cortesia John Laborde) 

sábado, 21 de junho de 2014

Conteúdo - Sol

O Sol é a característica mais proeminente no nosso sistema solar. É o maior objecto e contém aproximadamente 98% da massa total do sistema solar. Seria necessárias cento e nove Terras para preencher o disco solar, e no seu interior poderiam caber para cima de 1.3 milhões de Terras. A camada exterior visível do Sol é chamada fotosfera e tem uma temperatura de 6,000°C (11,000°F). Esta camada tem um aspecto manchado devido às erupções turbulentas de energia à superfície.
A energia solar é criada na zona profunda do núcleo. É aqui que a temperatura (15,000,000° C; 27,000,000° F) e pressão (340 biliões de vezes a do ar na Terra ao nível do mar) é tão intensa que ocorrem as reacções nucleares. Esta reacção causa a fusão de quatro protões ou núcleos de hidrogénio para formar uma partícula alfa ou núcleo de hélio. A partícula alfa é 0.7 por cento menos massiva que os quatro protões. A diferença em massa é expelida como energia e transportada para a superfície do Sol, por um processo conhecido por convecção, onde é libertada em forma de luz e calor. A energia gerada no núcleo do Sol leva um milhão de anos a atingir a superfície. Em cada segundo 700 milhões de toneladas de hidrogénio são convertidas em cinzas de hélio. No processo, são libertadas 5 milhões de toneladas de energia pura; assim, ao longo do tempo o Sol está a ficar cada vez mais leve.

A cromosfera está acima da fotosfera. A energia solar passa por esta zona no seu caminho para fora do centro do Sol. Irrompem chamas e fáculas na cromosfera. Fáculas são nuvens de hidrogénio luminosas e brilhantes que surgem nas zonas em que as manchas solares estão prestes a formar-se. Chamas são filamentos brilhantes de gás incandescente que emergem das zonas das manchas solares. Manchas solares são depressões escuras na fotosfera com uma temperatura típica de 4,000°C (7,000°F).
A coroa é a parte de fora da atmosfera solar. É a zona em que aparecem as proeminências. As proeminências são nuvens imensas de gás brilhante que emergem da cromosfera superior. A zona exterior da coroa alonga-se muito pelo espaço e consiste de partículas que se afastam lentamente do Sol. A coroa só pode ser vista durante um eclipse total do Sol. (Ver a Imagem do Eclipse Solar).
O Sol parece estar activo desde há 4.6 biliões de anos e tem ainda combustível suficiente para continuar durante outros cerca de cinco biliões de anos. No fim da sua vida, o Sol iniciará a fusão do hélio em elementos mais pesados e começará a inchar, crescendo tanto que engolirá a Terra. Após um bilião de anos como gigante vermelha, irá subitamente colapsar numa anã branca -- o produto final de uma estrela como a nossa. Poderá ainda levar um trilião de anos até arrefecer completamente.


Estatísticas do Sol
 Massa (kg)1.989e+30 
 Massa (Terra = 1)332,830 
 Raio equatorial (km)695,000 
 Raio equatorial (Terra = 1)108.97 
 Densidade média (gm/cm^3)1.410 
 Período de rotação (dias)25-36* 
 Velocidade de escape (km/sec)618.02 
 Luminosidade (ergs/seg)3.827e33 
 Magnitude (Vo)-26.8 
 Temperatura média à superfície6,000°C 
 Idade (biliões de anos)4.5 
 Principal composição química






Hidrogénio
Hélio
Oxigénio
Carbono
Nitrogénio
Néon
Ferro
Silício
Magnésio
Enxofre
Todos os restantes

92.1%
7.8%
0.061%
0.030%
0.0084%
0.0076%
0.0037%
0.0031%
0.0024%
0.0015%
0.0015% 







* O período de rotação do Sol à superfície varia de aproximadamente 25 dias no equador a 36 dias nos polos. Na profundidade, abaixo da zona de convecção, parece ter uma rotação com um período de 27 dias.

Filmes do Sol e de Eclipses



Vistas do Sol


Proeminências do Sol 
Esta imagem foi feita pela Skylab, a estação espacial da NASA, em 19 de Dezembro de 1973. Mostra uma das mais espectaculares chamas solares alguma vez registada, afastando-se do Sol, propulsionada por forças magnéticas. Estende-se por mais de 588,000 km (365,000 milhas) da superfície solar. Nesta fotografia, os polos solares distinguem-se por uma relativa ausência de granulação, e uma tonalidade muito mais escura do que na parte central do disco. (Cortesia NASA) 

Cometa SOHO-6 e as Chamas Polares do Sol 
Esta imagem da coroa solar foi registada em 23 de Dezembro de 1996 pelo instrumento LASCO na nave espacial SOHO. Mostra a faixa interior no equador solar, onde se origina e é acelerado o vento solar de baixa latitude. Acima das regiões polares, pode-se ver as chamas solares afastando-se até ao limite do campo visível. O campo visível desta imagem da coroa estende-se a 8.4 milhões de quilómetros (5.25 milhões de milhas) da heliosfera interior. Esta imagem foi escolhida para mostrar o Cometa SOHO-6, um dos sete que se aproximaram do Sol descobertos até agora por LASCO, quando a cabeça entra na região do vento solar equatorial. Provavelmente acabou por mergulhar no Sol. (Cortesia ESA/NASA) 

Origens do Vento Solar? 
"Plumas" de gás quente fluindo da atmosfera solar podem ser uma das fontes de "vento" solar de partículas carregadas electricamente. Estas imagens, obtidas em 7 de Março de 1996, pelo Observatório Solar e Heliosférico (Solar and Heliospheric Observatory - SOHO), mostra (em cima) campos magnéticos na superfície do sol perto do polo sul solar; (ao centro) uma imagem ultravioleta das "plumas" de 1 milhão de graus da mesma região; e (em baixo) uma imagem ultravioleta da atmosfera solar "calma" próximo da superfície. (Cortesia ESA/NASA) 

O Sol Inquieto 
Esta sequência de imagens do Sol em luz ultravioleta foi obtida pela nave espacial do Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) em 11 de Fevereiro de 1996 no seu ponto vantajoso "L1" de gravidade neutra a 1 milhão de milhas da Terra em direcção ao Sol. Uma "proeminência eruptiva" ou bolha de gás a 60,000°C, com mais de 80,000 milhas de comprimento, foi ejectada a uma velocidade de pelo menos 15,000 milhas por hora. Vê-se esta bolha gasosa à esquerda de cada imagem. Estas erupções ocorrem quando uma quantidade significativa de plasma denso mais frio ou gás ionizado escapa dos campos magnéticos da atmosfera solar fracos, normalmente fechados e confinados e é expelido para o espaço interplanetário, ou heliosfera. Erupções deste género podem produzir grandes transtornos no ambiente da região mais próxima da Terra, afectando comunicações, sistemas de navegação e até mesmo sistemas de distribuição eléctrica. (Cortesia ESA/NASA) 

Um Novo Olhar Sobre o Sol 
Esta imagem de gás a 1,500,000°C da fina atmosfera solar exterior (coroa) foi obtida em 13 de Março de 1996 pelo Extreme Ultraviolet Imaging Telescope a bordo da nave espacial do Observatório Solar e Heliosférico (SOHO). Cada pormenor na imagem mostra estruturas de campos magnéticos. Devido à alta qualidade dos instrumentos utilizados, as ocorrências devidas ao magnetismo podem ser vistas com maior precisão e melhor do que anteriormente. (Cortesia ESA/NASA) 

Imagem em Raios-X 
Esta imagem do Sol em raios-X foi obtida em 21 de Fevereiro de 1994. As regiões mais brilhantes são fontes de emissões mais potentes de raios-X. (Cortesia Calvin J. Hamilton, e Yohkoh) 

Disco Solar em H-Alpha 
Esta é uma imagem do Sol vista em H-Alpha. H-Alpha é uma luz vermelha num comprimento de onda curto que é emitida e absorvida pelo elemento hidrogénio. (Cortesia National Solar Observatory/Sacramento Peak) 

Chamas Solares em in H-Alpha 
Esta é uma imagem de uma chama solar vista em H-Alpha(Cortesia National Solar Observatory/Sacramento Peak) 

Campos Magnéticos Solares 
Esta imagem foi obtida em 26 de Fevereiro de 1993. As regiões escuras mostram a localização de polaridade magnética positiva e as regiões claras são a polaridade magnética negativa. (Cortesia GSFC NASA) 

Manchas Solares 
Esta imagem mostra a região à volta de uma mancha solar. Note-se o aspecto granulado. Esta granulação é o resultado de erupções turbulentas de energia à superfície.(Cortesia National Solar Observatory/Sacramento Peak) 

Eclipse Solar de 1991 
Esta foto mostra o eclipse solar total de 11 de Julho de 1991, visto da Baixa Califórnia. É um mosaico digital resultado de cinco imagens, cada uma exposta correctamente para um raio diferente da coroa solar. (Cortesia Steve Albers, Dennis DiCicco, e Gary Emerson) 

Eclipse Solar de 1994 
Esta fotografia do eclipse solar de 1994 foi obtida em 3 de Novembro de 1994, da câmara White Light Coronal do High Altitude Observatory, no Chile. (Cortesia HAO, NCAR) 

sexta-feira, 28 de março de 2014

Notícia - Expedições de Dinossauros


Bugyin Tsav, no extremo sudoeste do deserto de Gobi; achado, à superficie, de numerosos restos de Tarbossaurus, do Cretácio superior. Missão italo-franco-mongol, de 1991.



Nemegt: escavação pela missão italo-franco-mongol (1991) do achado de um Trabossaurus bataar ( Cretácio superior ).


Khuren Duk ( sudoeste de Gobi ): achado de um esqueleto, com um braço e a mão quase completos, de Iguanodon orientalis (Cretácico inferior ).



Fotografia histórica do achado, em Tugrig (1971), do Protoceratops e do Velociraptor, envolvidos num enlace mortal.



Tugrig: achado de um crânio perfeitamente preservado de um protoceratops andrewsi do Cretácio superior. Missão italo-franco-mongol de 1991.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Conteúdo - Protoceratops

Em 1922 foi descoberto na Mongólia, uma grande quantidade de restos de um dinossauro que foi apelidado de Protocerátops, "primeira cara de corno".
O Protocerátops caracterizava-se por uma pequena crista em forma de leque ao redor do pescoço, ou seja, uma estrutura óssea coberta de pele que além de fixar a forte musculatura maxilar, também servia de escudo. Seu corpo perecia um barril, a cabeça era grande e saiam-lhe elevações sobre os olhos e focinho.
O Protocerátops andava sobre as quatro patas, porém, como as dianteiras eram mais curtas, acredita-se que também podia erguer-se nas patas traseiras. A fêmea cavava buracos na areia onde botava seus ovos cuidadosamente em círculo. Com característica semelhantes foi encontrado um animal um pouco menor e mais leve que recebeu o nome de Microcerátops, que significa "mini cara de corno".


Dados do Dinossauro
Nome: Protocerátops, "primeira cara de corno"
Nome Científico: Protoceratops andrewsi
Época em que Viveu: Fim do Cretáceo, por volta de 66 milhões de anos atrás
Peso: 1,5 toneladas
Tamanho: Cerca de 2,5 metros de comprimento
Alimentação: Herbívora

segunda-feira, 24 de março de 2014

Conteúdo - Oviraptor

O Oviraptor cujo nome significa "ladrão de ovos" viveu de 144 à 66 milhões de anos atrás durante o período Cretáceo, provavelmente era um especialista em abrir os grandes ovos de outros dinossauros, como o Protocerátops. Esse "ladrão" tinha as mandíbulas fortes, que terminavam num bico largo e desdentado. Em sua cabeça havia uma crista rígida e o rosto era bem curto, com grandes olhos. As mãos do Oviraptor tinham três dedos com garras curvadas e os pés possuiam quatro dedos, sendo que o dedão era minúsculo. Interessante nesse animal eram os dois dentículos pontudos no céu da boca, com os quais provavelmente abria e comia os ovos que roubava. Aliás, foi durante um desses roubos, que uma terrível tempestade de areia o soterrou, onde permaneceu até 1924, quando se descobriu seu fóssil na atual Mongólia.
Apesar de sua alimentação predileta ser os ovos de outros dinossauros, eles também eram pais cuidadosos, como comprova um fóssil muito bem preservado de um Oviraptor chocando ovos. Existem duas principais espécies de Oviraptor: Oviraptor philoceratops e Oviraptor mongoliensis.



Dados do Dinossauro
Nome: Oviraptor
Nome Científico: Oviraptor philoceratops e Oviraptor mongoliensis
Época: Cretáceo
Local onde viveu: Leste da Ásia
Peso: Cerca de 33 quilos
Tamanho: 1,80 metros de comprimento
Alimentação: Carnívora

sábado, 22 de março de 2014

Conteúdo - Triceratops

O Triceratops era um dinossauro do grupo dos ceratopsídeos que viveu há aproximadamente 66 milhões de anos atrás durante o período Cretáceo na América do Norte (EUA e Canadá), os quais possuíam a cabeça grande e extremamente forte, as maxilas laterais tinham bochechas musculosas, muitos dentes bastante afiados, um bico córneo curvado com o qual provavelmente arrancava as plantas duras, uma prolongação do crânio maciça que servia como escudo para proteção de eventuais ataques de predadores e combates entre machos e três chifres, sendo dois grandes acima dos olhos e um pequeno na ponta do nariz.. Os Triceratops provavelmente vivessem em enormes bandos, os quais possuíam uma escala hierárquica com machos disputando posições e direitos de acasalamento, porém em situações de ataque de algum predador, acredita-se que se juntavam de forma defensiva contra o predador, formando uma "parede" de escudos e chifres contra o oponente, com os filhotes fracos e doentes no interior dessa "muralha" defensiva e dessa forma acredita-se que se defendiam contra o seu maior predador, o Tiranossauro.


Dados do Dinossauro
Nome: Tricerátops
Nome Científico: Triceratops horridus
Época: Cretáceo
Local onde viveu: América do Norte
Peso: Cerca de 6 toneladas
Tamanho: 10 metros de comprimento
Alimentação: Herbívora

quinta-feira, 20 de março de 2014

Conteúdo - Estegossauro

O Estegossauro cujo nome significa "lagarto telhado" viveu há aproximadamente 200 milhões de anos atrás e recebeu esse nome porque pensava-se que suas placas ósseas protetoras eram dispostas como as telhas e um telhado. Hoje sabe-se que elas ficavam em pé ao longo da coluna vertebral, fixadas na pele duríssima e não no esqueleto. Há diversas teorias sobre a utilização dessas placas: como armadura ou talvez como reguladores térmicos, esquentando ou esfriando o corpo do Estegossauro conforme sua posição ao sol ou ao vento. Há também a possibilidade de estas placas terem sido usadas para a exibição, assim, quando um predador atacava ou um parceiro era encontrado, o Estegossauro bombeava sangue para as placas e elas tornavam-se mais vivas e vermelhas o que seduzia o parceiro ou amedrontava o atacante. O corpo desse animal era maciço e a cauda extremamente musculosa era a sua arma de ataque, já que contava com quatro espinhos ósseos de 50 centímetros a 1 metro de comprimento. O pescoço terminava numa cabeça absurdamente pequena, de apenas 40cm, comportando um cérebro do tamanho de uma noz. Quando o Estegossauro estava em perigo, curvava a cabeça para baixo, protegendo-a com sua nuca repleta de placas e ao mesmo tempo aplicava fortes golpes laterais com a cauda. Várias espécies de Estegossauro viveram na América do Norte. Alguns eram mais primitivos e tinham as placas menores e mais pontiagudas.


Dados do Dinossauro
Nome: Estegossauro
Nome Científico: Stegosaurus armatus
Época: Jurássico
Local onde viveu: América do Norte
Peso: Cerca de 6 toneladas
Tamanho: 12 metros de comprimento e 4 de altura
Alimentação: Herbívora

terça-feira, 18 de março de 2014

Conteúdo - Nodossauro

O Nodossauro cujo nome significa " réptil nódulo " era um dinossauro pertencente ao grupo dos nodossaurídeos, grupo o qual ele é responsável pelo nome, viveu há aproximadamente 135 milhões de anos atrás durante o período Cretáceo nos EUA, foi um dos primeiros dinossauros a desenvolver uma armadura protetora, ainda não possuía espigões e nem armas defensivas como os anquilossauros, possuía apenas uma couraça grossa que cobria quase todo o corpo do animal e impedia maiores ferimentos quando atacado por predadores.

Dados do Dinossauro
Nome: Nodossauro
Nome Científico: Nodosaurus
Local onde viveu: América do Norte
Época: Cretáceo
Peso: Cerca de 1,5 tonelada
Tamanho: 5,5 metros de comprimento e 1,7 metros de altura
Alimentação: Herbívora

domingo, 16 de março de 2014

Conteúdo - Braquiossauro

O Braquiossauro cujo nome significa "lagarto braço", foi descoberto em 1900 no Colorado, EUA, mas também viveu na Argélia e Tunísia. Esse animal provavelmente não poderia erguer-se nas patas traseiras como mostra o filme "Jurassic Park", pois elas eram mais curtas que as dianteiras. Mesmo assim sua altura lhe permitia, sem esforço, comer as copas das árvores. A atividade principal do Braquiossauro era comer.
O Braquiossauro passava a maior parte do dia comendo folhas de suas árvores prediletas como as coníferas (tipo pinheiros), cicadáceas e gingoáceas. Calcula-se que para abastecer seu corpanzil de até 90 toneladas (o mesmo que dezoito elefantes e mais que 2 BOENGS 747) comia mais ou menos 2 toneladas de plantas por dia. Apesar do grande peso, podia desenvolver uma velocidade de aproximadamente 20 km/h. Com certeza a terra devia tremer.
Como as narinas desse animal ficavam no alto da cabeça, muitos cientistas acreditavam que ele vivia na água, comendo plantas aquáticas no fundo de lagos e rios. Nesse caso seu corpo ficaria debaixo da água e de vez em quando aparecia a pequena cabeça com as narinas através das quais ele respirava. Mas essa teoria foi superada, pois sabe-se que seus pulmões não teriam suportado a pressão da água.


Dados do Dinossauro
Nome: Braquiossauro
Nome Científico: Brachiossaurus brancai
Época em que Viveu: Jurássico, a 144 milhões de anos atrás
Local onde viveu: América do Norte e África
Peso: Cerca de 90 toneladas
Tamanho: 25m de comprimento e 15m de altura
Alimentação: Herbívora

sexta-feira, 14 de março de 2014

Conteúdo - Tiranosssauro Rex

O Tiranossauro cujo nome significa lagarto tirano rei, foi um dos maiores carnívoros terrestres encontrados até hoje, perdendo apenas para o Giganotossauro e para o Carcharodontossauro, seus parentes, possivelmente mais agressivos, pois alguns cientistas acreditam que o Tiranossauro era um carniceiro, assim como os atuais urubus.
Seus dentes afiados eram ligeiramente curvos, de forma a agarrar melhor suas presas. Como o tubarão, uma vez que o Tiranossauro abocanhava sua vítima, para escapar de seus dentes curvos era necessário entrar mais fundo em sua boca. Possuía cerca de cinqüenta desses dentes afiadíssimos de até 20 cm, uma perfeita máquina de fatiar carne. Suas vítimas prediletas eram os hadrossauros e ceratopsídeos.
O Tiranossauro andava sobre duas pernas, que eram fortes o suficiente para sustentar o grande corpo e movimentá-lo à uma velocidade de até 48km/h. Cada pé possuía garras fortíssimas. Três desses dedos eram de apoio e um nem tocava o chão. Os braços minúsculos, com apenas dois dedos cada chegavam a ser até meio ridículos se comparados ao tamanho desse animal. Não se sabe ao certo para que o Tiranossauro usava esses braços; se para se apoiar ou para agarrar a presas. O achado de um crânio danificado comprova que deveriam ocorrer violentas batalhas entre os Tiranossauros, por comida e pelo direito de se acasalar. Viveu durante o período Cretáceo há aproximadamente 66 milhões de anos atrás e pertencia ao grupo denominado de terópodes.
Inicialmente ele foi chamado de Dynamosaurus imperiosus, mas logo recebeu um nome mais apropriado. Este magnífico e assustador animal que foi descoberto no Oeste Americano, tinha a cabeça gigantesca, cerca de 1,20 metros de comprimento e suas mandíbulas eram tão grandes que podiam devorar um ser humano inteiro e exercer uma pressão enorme. Isso também é umas das características que contestam os hábitos do Tiranossauro como sendo um necrófago.


Dados do Dinossauro
Nome: Tiranossauro Rex
Nome científico: Tyrannosaurus rex
Época: Cretáceo
Local onde viveu: América do Norte e Ásia
Peso: Cerca do 8 toneladas
Tamanho: 14 metros de comprimento e 5,60 metros de altura
Alimentação: Carnívoro

quarta-feira, 12 de março de 2014

Conteúdo - Velociraptor

O Velociraptor mongoliensis cujo nome significa " ladrão veloz " vivia em grandes bandos, de 5 a 20 animais, era feroz e agressivo , alcançando altas velocidades, era uma das menores espécies de raptores. Esse predador percorria as florestas do período Cretáceo caçando mamíferos ou pequenos dinossauros herbívoros, matando-os e devorando-os. As vítimas ficavam aterrorizadas e tinham pouca chance de escapar. A longa e afiada garra existente em cada pata traseira chegava a 11cm e era voltada pra dentro e usada para ferir e dilacerar sua presa.
Vivendo principalmente na Mongólia, o Velociraptor pertencia a uma família de perigosos e astutos caçadores. Esse animal tinha a aparência de um lagarto, tanto na pele quanto no formato, mas movia-se com a velocidade e a inteligência de um leopardo. Tinha uma cabeça de 16cm e focinho alongado.
O Velociraptor possuía clavícula, o que era incomum nos outros dinossauro. Desse modo, os braços ganhavam forças para agarrar a vítima com mais firmeza. Esse animal era esperto o suficiente para saber que andando em bando, conseguiria com mais facilidade abater presas maiores. Antes da descoberta do Velociraptor na Mongólia, em 1924, cientistas achavam que os dinossauros eram seres lerdos e estúpidos. Mas o Velociraptor, além ágil era também muito inteligente.


Dados do Dinossauro
Nome: Velociraptor
Nome Científico: Velociraptor mongoliensis
Época: Fim do Cretáceo
Local onde viveu: Ásia
Peso: Cerca de 80 quilos
Tamanho: 2 metros de comprimento
Alimentação: Carnívora

segunda-feira, 10 de março de 2014

Notícia - Réptil marinho do Jurássico mordia mais do que o T-rex

“Podia ter comido qualquer coisa que lhe aparecesse à frente”, disse Espen Madsen Knutsen, da Universidade de Oslo, na Noruega. E dará um óptimo vilão no próximo filme com gigantes do passado, propomos nós. O maior pliossauro de sempre nadou nos mares da Terra há 147 milhões de anos, no Jurássico, e foi descoberto de relance, no último dia em que a expedição de cientistas noruegueses esteve no arquipélago de Svalbard, no Árctico, em 2007.

A equipa tem descoberto várias espécies de pliossauros na região. Dessa vez foi o líder da equipa, Jørn Hurum, do Museu de história Natural da Universidade de Oslo, que viu um grande osso a sair da terra. O ponto ficou marcado no GPS, no ano seguinte os paleontólogos voltaram e passaram alguns meses a estudar parte do crânio e 20.000 fragmentos fossilizados do esqueleto de uma nova espécie.

Segundo os paleontólogos, a criatura tinha 15 metros de comprimento, pesava 45 toneladas e tinha uma fileira de dentes com 30 centímetros. “Este era mesmo grande. Temos partes da mandíbula inferior que são enormes”, explicou Madsen, citado pelo jornal britânico "The Guardian". Os pliossauros eram um grupo de répteis marinhos que viveram durante a era dos dinossauros e extinguiram-se no final do Cretácico, há 65 milhões de anos. Tinham normalmente uma cabeça grande, pescoços pequenos e quatro barbatanas que serviam para nadar.

A cabeça da nova espécie tinha o dobro do tamanho da de um Tyrannosaurus rex. O réptil nadava normalmente utilizando as duas barbatanas dianteiras e só se servia das quatro para dar um impulso rápido quando queria abocanhar uma presa. A equipa, com a ajuda do biólogo Greg Erickson, da Universidade da Florida (EUA), descobriu que uma mordida do monstro teria quatro vezes mais força do que a do T-rex. Até o carnívoro poderia tornar-se comida se caísse nos mares do Jurássico.

Vídeo - Fagocitose

Vídeo - Fagocitose

Vídeo - Fagocitose

Vídeo - Diapedese

sábado, 8 de março de 2014

Notícia - Asteróide matou os dinossauros

Um grupo de investigadores de vários pontos do Mundo diz ter descoberto o verdadeiro motivo que levou à extinção do reinado dos dinossauros, uma questão que tem vindo a dividir os especialistas ao longo das últimas décadas.

O impacto de um asteróide terá sido o responsávelpela extinção em massa, no fim do período Cretáceo, dos dinossauros e de mais de metade das espécies na Terra. Ao contrário do que outra linha de pensamento defendia,actividades vulcânicas em massa não foram a causa da grande extinção.

O episódio, ocorrido há cerca de 65 milhões de anos, eliminou os dinossauros, pterossauros e grandes répteis marinhos, abrindo caminho para a presença e domínio dos mamíferos. Calcula-se que com o choque teriahavido um terramoto de magnitude muito superior a 10 na Escala de Richter, ocasionando um colapso planetário.

A prova de que tudo isso ocorreu são os depósitos de sedimentos em Chicxulub, no México. O asteróide teria cerca de 15 quilómetros de diâmetro, viajou a 20 km por segundo e provocou um afundamento de 30 km no solo - é a maior cratera jamais vista.

Uma das provas químicas de que o asteróide provocou a extinção dos dinossauros é a quantidade do elemento irídio encontrada em amostras geológicas em todo o Mundo, datadas da época do fim dos grandes répteis. A substância, muito rara na crosta terrestre, é muito comum na composição de asteróides.

Em 1981, Luis Walter Alvarez, prémio Nobel de Física em 1968, e o seu filho, o geólogo Walter Alvarez, apresentaram essa hipótese, que teve o grande valor de explicar o súbito desaparecimento dos dinossauros; dez anos depois, com a descoberta de uma cratera com 180 km de diâmetro em Chicxulub, na Península de Yucatán, no México, o assunto voltou à tona. Desde então a hipótese de Alvarez passou a ser discutida no meio científico, com opiniões contra e a favor.

Mário Gil