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sábado, 21 de junho de 2014

Conteúdo - Sol

O Sol é a característica mais proeminente no nosso sistema solar. É o maior objecto e contém aproximadamente 98% da massa total do sistema solar. Seria necessárias cento e nove Terras para preencher o disco solar, e no seu interior poderiam caber para cima de 1.3 milhões de Terras. A camada exterior visível do Sol é chamada fotosfera e tem uma temperatura de 6,000°C (11,000°F). Esta camada tem um aspecto manchado devido às erupções turbulentas de energia à superfície.
A energia solar é criada na zona profunda do núcleo. É aqui que a temperatura (15,000,000° C; 27,000,000° F) e pressão (340 biliões de vezes a do ar na Terra ao nível do mar) é tão intensa que ocorrem as reacções nucleares. Esta reacção causa a fusão de quatro protões ou núcleos de hidrogénio para formar uma partícula alfa ou núcleo de hélio. A partícula alfa é 0.7 por cento menos massiva que os quatro protões. A diferença em massa é expelida como energia e transportada para a superfície do Sol, por um processo conhecido por convecção, onde é libertada em forma de luz e calor. A energia gerada no núcleo do Sol leva um milhão de anos a atingir a superfície. Em cada segundo 700 milhões de toneladas de hidrogénio são convertidas em cinzas de hélio. No processo, são libertadas 5 milhões de toneladas de energia pura; assim, ao longo do tempo o Sol está a ficar cada vez mais leve.

A cromosfera está acima da fotosfera. A energia solar passa por esta zona no seu caminho para fora do centro do Sol. Irrompem chamas e fáculas na cromosfera. Fáculas são nuvens de hidrogénio luminosas e brilhantes que surgem nas zonas em que as manchas solares estão prestes a formar-se. Chamas são filamentos brilhantes de gás incandescente que emergem das zonas das manchas solares. Manchas solares são depressões escuras na fotosfera com uma temperatura típica de 4,000°C (7,000°F).
A coroa é a parte de fora da atmosfera solar. É a zona em que aparecem as proeminências. As proeminências são nuvens imensas de gás brilhante que emergem da cromosfera superior. A zona exterior da coroa alonga-se muito pelo espaço e consiste de partículas que se afastam lentamente do Sol. A coroa só pode ser vista durante um eclipse total do Sol. (Ver a Imagem do Eclipse Solar).
O Sol parece estar activo desde há 4.6 biliões de anos e tem ainda combustível suficiente para continuar durante outros cerca de cinco biliões de anos. No fim da sua vida, o Sol iniciará a fusão do hélio em elementos mais pesados e começará a inchar, crescendo tanto que engolirá a Terra. Após um bilião de anos como gigante vermelha, irá subitamente colapsar numa anã branca -- o produto final de uma estrela como a nossa. Poderá ainda levar um trilião de anos até arrefecer completamente.


Estatísticas do Sol
 Massa (kg)1.989e+30 
 Massa (Terra = 1)332,830 
 Raio equatorial (km)695,000 
 Raio equatorial (Terra = 1)108.97 
 Densidade média (gm/cm^3)1.410 
 Período de rotação (dias)25-36* 
 Velocidade de escape (km/sec)618.02 
 Luminosidade (ergs/seg)3.827e33 
 Magnitude (Vo)-26.8 
 Temperatura média à superfície6,000°C 
 Idade (biliões de anos)4.5 
 Principal composição química






Hidrogénio
Hélio
Oxigénio
Carbono
Nitrogénio
Néon
Ferro
Silício
Magnésio
Enxofre
Todos os restantes

92.1%
7.8%
0.061%
0.030%
0.0084%
0.0076%
0.0037%
0.0031%
0.0024%
0.0015%
0.0015% 







* O período de rotação do Sol à superfície varia de aproximadamente 25 dias no equador a 36 dias nos polos. Na profundidade, abaixo da zona de convecção, parece ter uma rotação com um período de 27 dias.

Filmes do Sol e de Eclipses



Vistas do Sol


Proeminências do Sol 
Esta imagem foi feita pela Skylab, a estação espacial da NASA, em 19 de Dezembro de 1973. Mostra uma das mais espectaculares chamas solares alguma vez registada, afastando-se do Sol, propulsionada por forças magnéticas. Estende-se por mais de 588,000 km (365,000 milhas) da superfície solar. Nesta fotografia, os polos solares distinguem-se por uma relativa ausência de granulação, e uma tonalidade muito mais escura do que na parte central do disco. (Cortesia NASA) 

Cometa SOHO-6 e as Chamas Polares do Sol 
Esta imagem da coroa solar foi registada em 23 de Dezembro de 1996 pelo instrumento LASCO na nave espacial SOHO. Mostra a faixa interior no equador solar, onde se origina e é acelerado o vento solar de baixa latitude. Acima das regiões polares, pode-se ver as chamas solares afastando-se até ao limite do campo visível. O campo visível desta imagem da coroa estende-se a 8.4 milhões de quilómetros (5.25 milhões de milhas) da heliosfera interior. Esta imagem foi escolhida para mostrar o Cometa SOHO-6, um dos sete que se aproximaram do Sol descobertos até agora por LASCO, quando a cabeça entra na região do vento solar equatorial. Provavelmente acabou por mergulhar no Sol. (Cortesia ESA/NASA) 

Origens do Vento Solar? 
"Plumas" de gás quente fluindo da atmosfera solar podem ser uma das fontes de "vento" solar de partículas carregadas electricamente. Estas imagens, obtidas em 7 de Março de 1996, pelo Observatório Solar e Heliosférico (Solar and Heliospheric Observatory - SOHO), mostra (em cima) campos magnéticos na superfície do sol perto do polo sul solar; (ao centro) uma imagem ultravioleta das "plumas" de 1 milhão de graus da mesma região; e (em baixo) uma imagem ultravioleta da atmosfera solar "calma" próximo da superfície. (Cortesia ESA/NASA) 

O Sol Inquieto 
Esta sequência de imagens do Sol em luz ultravioleta foi obtida pela nave espacial do Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) em 11 de Fevereiro de 1996 no seu ponto vantajoso "L1" de gravidade neutra a 1 milhão de milhas da Terra em direcção ao Sol. Uma "proeminência eruptiva" ou bolha de gás a 60,000°C, com mais de 80,000 milhas de comprimento, foi ejectada a uma velocidade de pelo menos 15,000 milhas por hora. Vê-se esta bolha gasosa à esquerda de cada imagem. Estas erupções ocorrem quando uma quantidade significativa de plasma denso mais frio ou gás ionizado escapa dos campos magnéticos da atmosfera solar fracos, normalmente fechados e confinados e é expelido para o espaço interplanetário, ou heliosfera. Erupções deste género podem produzir grandes transtornos no ambiente da região mais próxima da Terra, afectando comunicações, sistemas de navegação e até mesmo sistemas de distribuição eléctrica. (Cortesia ESA/NASA) 

Um Novo Olhar Sobre o Sol 
Esta imagem de gás a 1,500,000°C da fina atmosfera solar exterior (coroa) foi obtida em 13 de Março de 1996 pelo Extreme Ultraviolet Imaging Telescope a bordo da nave espacial do Observatório Solar e Heliosférico (SOHO). Cada pormenor na imagem mostra estruturas de campos magnéticos. Devido à alta qualidade dos instrumentos utilizados, as ocorrências devidas ao magnetismo podem ser vistas com maior precisão e melhor do que anteriormente. (Cortesia ESA/NASA) 

Imagem em Raios-X 
Esta imagem do Sol em raios-X foi obtida em 21 de Fevereiro de 1994. As regiões mais brilhantes são fontes de emissões mais potentes de raios-X. (Cortesia Calvin J. Hamilton, e Yohkoh) 

Disco Solar em H-Alpha 
Esta é uma imagem do Sol vista em H-Alpha. H-Alpha é uma luz vermelha num comprimento de onda curto que é emitida e absorvida pelo elemento hidrogénio. (Cortesia National Solar Observatory/Sacramento Peak) 

Chamas Solares em in H-Alpha 
Esta é uma imagem de uma chama solar vista em H-Alpha(Cortesia National Solar Observatory/Sacramento Peak) 

Campos Magnéticos Solares 
Esta imagem foi obtida em 26 de Fevereiro de 1993. As regiões escuras mostram a localização de polaridade magnética positiva e as regiões claras são a polaridade magnética negativa. (Cortesia GSFC NASA) 

Manchas Solares 
Esta imagem mostra a região à volta de uma mancha solar. Note-se o aspecto granulado. Esta granulação é o resultado de erupções turbulentas de energia à superfície.(Cortesia National Solar Observatory/Sacramento Peak) 

Eclipse Solar de 1991 
Esta foto mostra o eclipse solar total de 11 de Julho de 1991, visto da Baixa Califórnia. É um mosaico digital resultado de cinco imagens, cada uma exposta correctamente para um raio diferente da coroa solar. (Cortesia Steve Albers, Dennis DiCicco, e Gary Emerson) 

Eclipse Solar de 1994 
Esta fotografia do eclipse solar de 1994 foi obtida em 3 de Novembro de 1994, da câmara White Light Coronal do High Altitude Observatory, no Chile. (Cortesia HAO, NCAR) 

sexta-feira, 28 de março de 2014

Notícia - Expedições de Dinossauros


Bugyin Tsav, no extremo sudoeste do deserto de Gobi; achado, à superficie, de numerosos restos de Tarbossaurus, do Cretácio superior. Missão italo-franco-mongol, de 1991.



Nemegt: escavação pela missão italo-franco-mongol (1991) do achado de um Trabossaurus bataar ( Cretácio superior ).


Khuren Duk ( sudoeste de Gobi ): achado de um esqueleto, com um braço e a mão quase completos, de Iguanodon orientalis (Cretácico inferior ).



Fotografia histórica do achado, em Tugrig (1971), do Protoceratops e do Velociraptor, envolvidos num enlace mortal.



Tugrig: achado de um crânio perfeitamente preservado de um protoceratops andrewsi do Cretácio superior. Missão italo-franco-mongol de 1991.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Conteúdo - Protoceratops

Em 1922 foi descoberto na Mongólia, uma grande quantidade de restos de um dinossauro que foi apelidado de Protocerátops, "primeira cara de corno".
O Protocerátops caracterizava-se por uma pequena crista em forma de leque ao redor do pescoço, ou seja, uma estrutura óssea coberta de pele que além de fixar a forte musculatura maxilar, também servia de escudo. Seu corpo perecia um barril, a cabeça era grande e saiam-lhe elevações sobre os olhos e focinho.
O Protocerátops andava sobre as quatro patas, porém, como as dianteiras eram mais curtas, acredita-se que também podia erguer-se nas patas traseiras. A fêmea cavava buracos na areia onde botava seus ovos cuidadosamente em círculo. Com característica semelhantes foi encontrado um animal um pouco menor e mais leve que recebeu o nome de Microcerátops, que significa "mini cara de corno".


Dados do Dinossauro
Nome: Protocerátops, "primeira cara de corno"
Nome Científico: Protoceratops andrewsi
Época em que Viveu: Fim do Cretáceo, por volta de 66 milhões de anos atrás
Peso: 1,5 toneladas
Tamanho: Cerca de 2,5 metros de comprimento
Alimentação: Herbívora

segunda-feira, 24 de março de 2014

Conteúdo - Oviraptor

O Oviraptor cujo nome significa "ladrão de ovos" viveu de 144 à 66 milhões de anos atrás durante o período Cretáceo, provavelmente era um especialista em abrir os grandes ovos de outros dinossauros, como o Protocerátops. Esse "ladrão" tinha as mandíbulas fortes, que terminavam num bico largo e desdentado. Em sua cabeça havia uma crista rígida e o rosto era bem curto, com grandes olhos. As mãos do Oviraptor tinham três dedos com garras curvadas e os pés possuiam quatro dedos, sendo que o dedão era minúsculo. Interessante nesse animal eram os dois dentículos pontudos no céu da boca, com os quais provavelmente abria e comia os ovos que roubava. Aliás, foi durante um desses roubos, que uma terrível tempestade de areia o soterrou, onde permaneceu até 1924, quando se descobriu seu fóssil na atual Mongólia.
Apesar de sua alimentação predileta ser os ovos de outros dinossauros, eles também eram pais cuidadosos, como comprova um fóssil muito bem preservado de um Oviraptor chocando ovos. Existem duas principais espécies de Oviraptor: Oviraptor philoceratops e Oviraptor mongoliensis.



Dados do Dinossauro
Nome: Oviraptor
Nome Científico: Oviraptor philoceratops e Oviraptor mongoliensis
Época: Cretáceo
Local onde viveu: Leste da Ásia
Peso: Cerca de 33 quilos
Tamanho: 1,80 metros de comprimento
Alimentação: Carnívora

sábado, 22 de março de 2014

Conteúdo - Triceratops

O Triceratops era um dinossauro do grupo dos ceratopsídeos que viveu há aproximadamente 66 milhões de anos atrás durante o período Cretáceo na América do Norte (EUA e Canadá), os quais possuíam a cabeça grande e extremamente forte, as maxilas laterais tinham bochechas musculosas, muitos dentes bastante afiados, um bico córneo curvado com o qual provavelmente arrancava as plantas duras, uma prolongação do crânio maciça que servia como escudo para proteção de eventuais ataques de predadores e combates entre machos e três chifres, sendo dois grandes acima dos olhos e um pequeno na ponta do nariz.. Os Triceratops provavelmente vivessem em enormes bandos, os quais possuíam uma escala hierárquica com machos disputando posições e direitos de acasalamento, porém em situações de ataque de algum predador, acredita-se que se juntavam de forma defensiva contra o predador, formando uma "parede" de escudos e chifres contra o oponente, com os filhotes fracos e doentes no interior dessa "muralha" defensiva e dessa forma acredita-se que se defendiam contra o seu maior predador, o Tiranossauro.


Dados do Dinossauro
Nome: Tricerátops
Nome Científico: Triceratops horridus
Época: Cretáceo
Local onde viveu: América do Norte
Peso: Cerca de 6 toneladas
Tamanho: 10 metros de comprimento
Alimentação: Herbívora

quinta-feira, 20 de março de 2014

Conteúdo - Estegossauro

O Estegossauro cujo nome significa "lagarto telhado" viveu há aproximadamente 200 milhões de anos atrás e recebeu esse nome porque pensava-se que suas placas ósseas protetoras eram dispostas como as telhas e um telhado. Hoje sabe-se que elas ficavam em pé ao longo da coluna vertebral, fixadas na pele duríssima e não no esqueleto. Há diversas teorias sobre a utilização dessas placas: como armadura ou talvez como reguladores térmicos, esquentando ou esfriando o corpo do Estegossauro conforme sua posição ao sol ou ao vento. Há também a possibilidade de estas placas terem sido usadas para a exibição, assim, quando um predador atacava ou um parceiro era encontrado, o Estegossauro bombeava sangue para as placas e elas tornavam-se mais vivas e vermelhas o que seduzia o parceiro ou amedrontava o atacante. O corpo desse animal era maciço e a cauda extremamente musculosa era a sua arma de ataque, já que contava com quatro espinhos ósseos de 50 centímetros a 1 metro de comprimento. O pescoço terminava numa cabeça absurdamente pequena, de apenas 40cm, comportando um cérebro do tamanho de uma noz. Quando o Estegossauro estava em perigo, curvava a cabeça para baixo, protegendo-a com sua nuca repleta de placas e ao mesmo tempo aplicava fortes golpes laterais com a cauda. Várias espécies de Estegossauro viveram na América do Norte. Alguns eram mais primitivos e tinham as placas menores e mais pontiagudas.


Dados do Dinossauro
Nome: Estegossauro
Nome Científico: Stegosaurus armatus
Época: Jurássico
Local onde viveu: América do Norte
Peso: Cerca de 6 toneladas
Tamanho: 12 metros de comprimento e 4 de altura
Alimentação: Herbívora

terça-feira, 18 de março de 2014

Conteúdo - Nodossauro

O Nodossauro cujo nome significa " réptil nódulo " era um dinossauro pertencente ao grupo dos nodossaurídeos, grupo o qual ele é responsável pelo nome, viveu há aproximadamente 135 milhões de anos atrás durante o período Cretáceo nos EUA, foi um dos primeiros dinossauros a desenvolver uma armadura protetora, ainda não possuía espigões e nem armas defensivas como os anquilossauros, possuía apenas uma couraça grossa que cobria quase todo o corpo do animal e impedia maiores ferimentos quando atacado por predadores.

Dados do Dinossauro
Nome: Nodossauro
Nome Científico: Nodosaurus
Local onde viveu: América do Norte
Época: Cretáceo
Peso: Cerca de 1,5 tonelada
Tamanho: 5,5 metros de comprimento e 1,7 metros de altura
Alimentação: Herbívora

domingo, 16 de março de 2014

Conteúdo - Braquiossauro

O Braquiossauro cujo nome significa "lagarto braço", foi descoberto em 1900 no Colorado, EUA, mas também viveu na Argélia e Tunísia. Esse animal provavelmente não poderia erguer-se nas patas traseiras como mostra o filme "Jurassic Park", pois elas eram mais curtas que as dianteiras. Mesmo assim sua altura lhe permitia, sem esforço, comer as copas das árvores. A atividade principal do Braquiossauro era comer.
O Braquiossauro passava a maior parte do dia comendo folhas de suas árvores prediletas como as coníferas (tipo pinheiros), cicadáceas e gingoáceas. Calcula-se que para abastecer seu corpanzil de até 90 toneladas (o mesmo que dezoito elefantes e mais que 2 BOENGS 747) comia mais ou menos 2 toneladas de plantas por dia. Apesar do grande peso, podia desenvolver uma velocidade de aproximadamente 20 km/h. Com certeza a terra devia tremer.
Como as narinas desse animal ficavam no alto da cabeça, muitos cientistas acreditavam que ele vivia na água, comendo plantas aquáticas no fundo de lagos e rios. Nesse caso seu corpo ficaria debaixo da água e de vez em quando aparecia a pequena cabeça com as narinas através das quais ele respirava. Mas essa teoria foi superada, pois sabe-se que seus pulmões não teriam suportado a pressão da água.


Dados do Dinossauro
Nome: Braquiossauro
Nome Científico: Brachiossaurus brancai
Época em que Viveu: Jurássico, a 144 milhões de anos atrás
Local onde viveu: América do Norte e África
Peso: Cerca de 90 toneladas
Tamanho: 25m de comprimento e 15m de altura
Alimentação: Herbívora

sexta-feira, 14 de março de 2014

Conteúdo - Tiranosssauro Rex

O Tiranossauro cujo nome significa lagarto tirano rei, foi um dos maiores carnívoros terrestres encontrados até hoje, perdendo apenas para o Giganotossauro e para o Carcharodontossauro, seus parentes, possivelmente mais agressivos, pois alguns cientistas acreditam que o Tiranossauro era um carniceiro, assim como os atuais urubus.
Seus dentes afiados eram ligeiramente curvos, de forma a agarrar melhor suas presas. Como o tubarão, uma vez que o Tiranossauro abocanhava sua vítima, para escapar de seus dentes curvos era necessário entrar mais fundo em sua boca. Possuía cerca de cinqüenta desses dentes afiadíssimos de até 20 cm, uma perfeita máquina de fatiar carne. Suas vítimas prediletas eram os hadrossauros e ceratopsídeos.
O Tiranossauro andava sobre duas pernas, que eram fortes o suficiente para sustentar o grande corpo e movimentá-lo à uma velocidade de até 48km/h. Cada pé possuía garras fortíssimas. Três desses dedos eram de apoio e um nem tocava o chão. Os braços minúsculos, com apenas dois dedos cada chegavam a ser até meio ridículos se comparados ao tamanho desse animal. Não se sabe ao certo para que o Tiranossauro usava esses braços; se para se apoiar ou para agarrar a presas. O achado de um crânio danificado comprova que deveriam ocorrer violentas batalhas entre os Tiranossauros, por comida e pelo direito de se acasalar. Viveu durante o período Cretáceo há aproximadamente 66 milhões de anos atrás e pertencia ao grupo denominado de terópodes.
Inicialmente ele foi chamado de Dynamosaurus imperiosus, mas logo recebeu um nome mais apropriado. Este magnífico e assustador animal que foi descoberto no Oeste Americano, tinha a cabeça gigantesca, cerca de 1,20 metros de comprimento e suas mandíbulas eram tão grandes que podiam devorar um ser humano inteiro e exercer uma pressão enorme. Isso também é umas das características que contestam os hábitos do Tiranossauro como sendo um necrófago.


Dados do Dinossauro
Nome: Tiranossauro Rex
Nome científico: Tyrannosaurus rex
Época: Cretáceo
Local onde viveu: América do Norte e Ásia
Peso: Cerca do 8 toneladas
Tamanho: 14 metros de comprimento e 5,60 metros de altura
Alimentação: Carnívoro

quarta-feira, 12 de março de 2014

Conteúdo - Velociraptor

O Velociraptor mongoliensis cujo nome significa " ladrão veloz " vivia em grandes bandos, de 5 a 20 animais, era feroz e agressivo , alcançando altas velocidades, era uma das menores espécies de raptores. Esse predador percorria as florestas do período Cretáceo caçando mamíferos ou pequenos dinossauros herbívoros, matando-os e devorando-os. As vítimas ficavam aterrorizadas e tinham pouca chance de escapar. A longa e afiada garra existente em cada pata traseira chegava a 11cm e era voltada pra dentro e usada para ferir e dilacerar sua presa.
Vivendo principalmente na Mongólia, o Velociraptor pertencia a uma família de perigosos e astutos caçadores. Esse animal tinha a aparência de um lagarto, tanto na pele quanto no formato, mas movia-se com a velocidade e a inteligência de um leopardo. Tinha uma cabeça de 16cm e focinho alongado.
O Velociraptor possuía clavícula, o que era incomum nos outros dinossauro. Desse modo, os braços ganhavam forças para agarrar a vítima com mais firmeza. Esse animal era esperto o suficiente para saber que andando em bando, conseguiria com mais facilidade abater presas maiores. Antes da descoberta do Velociraptor na Mongólia, em 1924, cientistas achavam que os dinossauros eram seres lerdos e estúpidos. Mas o Velociraptor, além ágil era também muito inteligente.


Dados do Dinossauro
Nome: Velociraptor
Nome Científico: Velociraptor mongoliensis
Época: Fim do Cretáceo
Local onde viveu: Ásia
Peso: Cerca de 80 quilos
Tamanho: 2 metros de comprimento
Alimentação: Carnívora

segunda-feira, 10 de março de 2014

Notícia - Réptil marinho do Jurássico mordia mais do que o T-rex

“Podia ter comido qualquer coisa que lhe aparecesse à frente”, disse Espen Madsen Knutsen, da Universidade de Oslo, na Noruega. E dará um óptimo vilão no próximo filme com gigantes do passado, propomos nós. O maior pliossauro de sempre nadou nos mares da Terra há 147 milhões de anos, no Jurássico, e foi descoberto de relance, no último dia em que a expedição de cientistas noruegueses esteve no arquipélago de Svalbard, no Árctico, em 2007.

A equipa tem descoberto várias espécies de pliossauros na região. Dessa vez foi o líder da equipa, Jørn Hurum, do Museu de história Natural da Universidade de Oslo, que viu um grande osso a sair da terra. O ponto ficou marcado no GPS, no ano seguinte os paleontólogos voltaram e passaram alguns meses a estudar parte do crânio e 20.000 fragmentos fossilizados do esqueleto de uma nova espécie.

Segundo os paleontólogos, a criatura tinha 15 metros de comprimento, pesava 45 toneladas e tinha uma fileira de dentes com 30 centímetros. “Este era mesmo grande. Temos partes da mandíbula inferior que são enormes”, explicou Madsen, citado pelo jornal britânico "The Guardian". Os pliossauros eram um grupo de répteis marinhos que viveram durante a era dos dinossauros e extinguiram-se no final do Cretácico, há 65 milhões de anos. Tinham normalmente uma cabeça grande, pescoços pequenos e quatro barbatanas que serviam para nadar.

A cabeça da nova espécie tinha o dobro do tamanho da de um Tyrannosaurus rex. O réptil nadava normalmente utilizando as duas barbatanas dianteiras e só se servia das quatro para dar um impulso rápido quando queria abocanhar uma presa. A equipa, com a ajuda do biólogo Greg Erickson, da Universidade da Florida (EUA), descobriu que uma mordida do monstro teria quatro vezes mais força do que a do T-rex. Até o carnívoro poderia tornar-se comida se caísse nos mares do Jurássico.

Vídeo - Fagocitose

Vídeo - Fagocitose

Vídeo - Fagocitose

Vídeo - Diapedese

sábado, 8 de março de 2014

Notícia - Asteróide matou os dinossauros

Um grupo de investigadores de vários pontos do Mundo diz ter descoberto o verdadeiro motivo que levou à extinção do reinado dos dinossauros, uma questão que tem vindo a dividir os especialistas ao longo das últimas décadas.

O impacto de um asteróide terá sido o responsávelpela extinção em massa, no fim do período Cretáceo, dos dinossauros e de mais de metade das espécies na Terra. Ao contrário do que outra linha de pensamento defendia,actividades vulcânicas em massa não foram a causa da grande extinção.

O episódio, ocorrido há cerca de 65 milhões de anos, eliminou os dinossauros, pterossauros e grandes répteis marinhos, abrindo caminho para a presença e domínio dos mamíferos. Calcula-se que com o choque teriahavido um terramoto de magnitude muito superior a 10 na Escala de Richter, ocasionando um colapso planetário.

A prova de que tudo isso ocorreu são os depósitos de sedimentos em Chicxulub, no México. O asteróide teria cerca de 15 quilómetros de diâmetro, viajou a 20 km por segundo e provocou um afundamento de 30 km no solo - é a maior cratera jamais vista.

Uma das provas químicas de que o asteróide provocou a extinção dos dinossauros é a quantidade do elemento irídio encontrada em amostras geológicas em todo o Mundo, datadas da época do fim dos grandes répteis. A substância, muito rara na crosta terrestre, é muito comum na composição de asteróides.

Em 1981, Luis Walter Alvarez, prémio Nobel de Física em 1968, e o seu filho, o geólogo Walter Alvarez, apresentaram essa hipótese, que teve o grande valor de explicar o súbito desaparecimento dos dinossauros; dez anos depois, com a descoberta de uma cratera com 180 km de diâmetro em Chicxulub, na Península de Yucatán, no México, o assunto voltou à tona. Desde então a hipótese de Alvarez passou a ser discutida no meio científico, com opiniões contra e a favor.

Mário Gil

quinta-feira, 6 de março de 2014

Notícia - A intimidade dos dinossauros


O que dizem os fósseis sobre os seus hábitos?
A partir dos vestígios que chegaram até nós, os paleontólogos conseguiram desvendar alguns segredos dos dinossauros, mas a sua vida sexual ainda é um mistério. O ilustrador José Antonio Peñas imaginou-os nos momentos mais tórridos, em imagens que têm, pelo menos, o condão de alertar para o muito que falta saber sobre estes répteis extintos.

Uma coisa evidente: os dinossauros não surgiam por geração espontânea. Outra: desconhecemos praticamente tudo sobre a sua conduta reprodutiva: como eram os rituais de cortejo, com que frequência se produziam os encontros, quanto tempo duravam? Em 2005, Mary Higby Schweitzer, paleontóloga da Universidade do Estado da Carolina do Norte, anunciou na revista Science a descoberta de osso medular nuns fósseis de Tyrannosaurus rex. Esta camada de tecido ósseo, que proporciona o cálcio necessário para formar a casca dos ovos, hoje apenas se encontra nas fêmeas das aves, das quais os dinossauros eram parentes. Por isso, alguns investigadores procuraram uma relação entre o comportamento sexual de ambos os vertebrados.

Outras descobertas revelaram, por outro lado, que estes répteis extintos alcançavam muito depressa a maturidade sexual. No entanto, como os genitais, formados por tecidos moles, não são propriamente as partes que melhor se conservam, nem sequer sabemos de ciência certa se os machos possuíam algum tipo de órgão copulador, se a fecundação se produzia por aproximação das cloacas ou se, no caso dos exemplares maiores, esta teria lugar na água, como acontece com os crocodilos. Seja como for, funcionava, pois eles dominaram o planeta durante 160 milhões de anos.

Retirado de:
A.A.
SUPER 147 - Julho 2010

terça-feira, 4 de março de 2014

Notícia - Descoberta de pequeno dinossauro com apenas uma garra

Cientistas chineses descobriram um dinossauro ‘miniatura’ com apenas uma garra, que provavelmente fora parente distante do feroz Tyrannosaurus rex. A criatura, recém-baptizada de Linhenykus monodactylus, é a única até agora conhecida com apenas um dedo. Esta espécie devia ter um metro de altura e pesar o mesmo que um papagaio, segundo refere o artigo publicado na «Proceedings of the National Academy of Sciences».

A maioria dos terópodes, carnívoros que deram origem às aves modernas, tinha três dedos por mão, mas este possuía apenas um que seria usada para cavar ninhos de insectos. Os não aviários surgiram com cinco dedos, mas evoluíram para apenas três em formas posteriores. Já os tiranossauros eram incomuns por terem apenas dois dedos, mas o Linhenykus, com apenas um dedo, mostra quão extensiva e complexa foi a evolução nas mãos dos terópodes.
Os cientistas ainda não sabem exactamente como é que os Linhenykus evoluíram e deixaram de ter dois dedos, mas segundo o estudo, este “o desaparecimento da espécie pode simplesmente reflectir o facto de não estarem a adaptar-se” nem “se manterem activamente pela selecção natural".

Segundo o co-autor do estudo, Jonah Choiniere, da Divisão de Paleontologia do Museu Americano de História Natural, “vestígios de estruturas, como pernas em baleias e cobras, podem aparecer e desaparecer, aleatoriamente, no curso da evolução".

Os fósseis do dinossauro foram encontrados na fronteira entre a Mongólia e a China em rochas da formação Wulansuhai, do Cretáceo Superior, que data de 84 a 75 milhões de anos. Os investigadores encontraram parte de um esqueleto, incluindo ossos vertebrais, uma perna dianteira, parte da pélvis e membros posteriores quase completos.

domingo, 2 de março de 2014

Notícia - Descoberto o último dinossauro antes da grande extinção

A era dos dinossauros terminou com um meteorito há 65 milhões de anos, mas havia dúvidas se os répteis gigantes já não estariam em declínio antes, por falta de fósseis encontrados nos sedimentos daquela altura. Mas a descoberta de um dinossauro da família dos triceratops com cerca de 65 milhões de anos põe de lado esta questão. O artigo que descreve o fóssil foi agora publicado na revista Biology Letters.

Os dinossauros dominaram a Terra durante 165 milhões de anos, no Mesozóico. Depois, no final do Cretácico, um meteorito bateu contra a Terra e extinguiu estes répteis e muitos outros seres-vivos.

Os investigadores são capazes de encontrar nos sedimentos a camada associada à altura da colisão do meteorito por ter características especiais. Mas, nos três metros abaixo desta camada não se tinham encontrado fósseis de dinossauros, esta ausência fez com que vários cientistas pusessem a hipótese de que estes animais já estavam em declínio muito tempo antes da grande colisão.

A descoberta de um fóssil feita agora na formação geológica de Hell Creek, em Montana, nos Estados Unidos, põe fim a esta ausência de fósseis. “O facto de este espécime estar tão perto da fronteira indica que pelo menos alguns dinossauros estavam numa situação boa até ao momento do impacto”, disse em comunicado Tyler Lyson, da Universidade de Yale, que liderou o estudo.

O fóssil é um corno de um indivíduo que faz parte dos ceratopsia, o grupo de dinossauros que inclui os famosos triceratops. O osso fossilizado estava apenas a 15 centímetros da fronteira entre o Cretácico e o Terciário – o período de tempo que veio a seguir à era dos dinossauros, dominado pelos mamíferos – o que significa que viveu entre dezenas de milhares de anos e alguns milhares de anos antes do impacto.

O fóssil está enterrado em rochas sedimentares de uma planície de inundação de um rio que, naquela altura, passaria pela região. Por isso, não há o perigo de ter sido remexido por processos geológicos e ser de uma altura anterior. “Esta descoberta é uma prova que os dinossauros não morreram lentamente antes da colisão do meteorito”, disse Lyson.

Quando os cientistas descobriram o dinossauro, em 2010, pensaram que ele estava mais distante da fronteira associada ao impacto meteorítico. Mas quando mandaram analisar os sedimentos, descobriram que estava muito mais perto da fronteira. A equipa vai agora analisar outros fósseis que parecem também estar juntos daquela camada.

Tyler Lyson suspeita que esta ausência de fósseis nos três metros abaixo da fronteira entre o Cretácico e o Terciário é um erro científico, e que muitos fósseis já encontrados possam estar mais perto desta camada do que se pensava. “Seremos capazes de verificar isso utilizando técnicas de análise de solo mais sofisticadas do que as estimativas de localização da fronteira que são feitas somente com base nas observações de campo, que é o que tem acontecido no passado”, disse o cientista.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Notícia - Fóssil de fêmea de plesiossauro grávida sugere que elas eram as boas mães do Mesozóico

Haverá melhor local do que um museu da Califórnia para descobrir um monstro marinho da época dos dinossauros grávido - ou, melhor dizendo, grávida? É Verão e Hollywood não ficará longe do Museu de História Natural de Los Angeles County, onde um fóssil com 78 milhões de anos, descoberto em 1987, prova finalmente que os plesiossauros davam à luz os seus filhos, como os golfinhos e os tubarões e muitos répteis fazem hoje, em vez de porem ovos.

Os plesiossauros viveram no tempo dos dinossauros mas, apesar do aspecto que têm, não eram dinossauros. Eram grandes répteis marinhos - e, se o monstro do Lago Ness existisse, pelas descrições que normalmente fazem dele, nos avistamentos entre a bruma escocesa, esperar-se-ia que fosse um plesiossauro que se perdeu no tempo.

A ordem Plesiosauria inclui tanto a família dos animais de pescoço curto (tal como o que permitiu esta descoberta), como a dos de pescoço longo, que seria a do suposto monstro do Lago Ness.

Sabe-se que outros répteis do Mesozóico - o período geológico iniciado há 250 milhões de anos e que terminou há 65 milhões de anos, com a extinção dos dinossauros - davam à luz os seus descendentes, em vez de pôr ovos, como os dinossauros, escrevem Robin O"Keefe (Universidade Marshall) e Louis Chiappe (Museu de Los Angeles) na revista Science. Mas isso nunca tinha sido confirmado para os plesiossauros.

Os dois cientistas relatam agora como perceberam que um fóssil de Polycotylus latippinus, descoberto no Kansas, afinal continha ossos de dois animais: um deles era o esqueleto de um embrião, que parecia ainda estar na barriga da mãe.

"Já há muito tempo que se sabia que o corpo dos plesiossauros não era adaptado a sair para terra e pôr ovos num ninho", disse O"Keefe, citado num comunicado de imprensa do Museu de Los Angeles. Os ovos dos répteis têm a casca muito dura e têm de ser postos em terra - mas os plesiossauros eram demasiado grandes para se arrastarem para a costa, salienta a revista New Scientist.

"A falta de provas de que dessem à luz as crias tem sido surpreendente. Este fóssil documenta-o pela primeira vez, e por isso finalmente fica resolvido este mistério."

Por outro lado, os cientistas notam que o embrião parece bastante grande em comparação com a mãe, e até em relação ao que seria de esperar, quando se olha para as proporções noutras espécies de répteis: a mãe tinha 4,7 metros e o bebé teria 1,6 metros, se se tivesse desenvolvido até ao momento do parto, estimaram os cientistas.

Isto levou os dois investigadores a formularem uma hipótese curiosa: "Muitos dos animais que hoje existem e dão à luz crias únicas e grandes são sociais e dispensam cuidados maternais. Especulamos que os plesiossauros podem ter exibido comportamentos semelhantes, que tornavam as suas vidas sociais mais semelhantes aos dos modernos golfinhos do que aos de outros répteis", diz ainda O"Keefe.

Os cetáceos odontocetes (as baleias com dentes, como as orcas), que são altamente sociais e cuidam dos seus descendentes, com dimensões e hábitos alimentares semelhantes (carnívoros), são identificadas pelos cientistas como "os mais próximos equivalentes ecológicos actuais" destes antigos monstros aquáticos. No entanto, os plesiossauros não têm descendentes.