terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Rãs mudam de sexo quando expostas a pesticida

As rãs do sexo masculino mudam de sexo quando expostas a um pesticida comum e relacionam-se com outros machos, ao ponto de serem capazes de produzirem ovos.

A conclusão é do estudo divulgado pela revista norte-americana ‘Proceedings of the National Academy of Sciences’, que expôs os animais a um produto que é utilizado há muitos anos em plantações agrícolas.

Em consequência, 10 por cento das rãs estudadas mudaram completamente de sexo, algo que é inédito. Anteriormente, animais como pássaros e peixes já tinham desenvolvido os dois sexos, mas nunca se tinha tegistado uma mudança radical.

Os machos registaram mudanças no comportamento reprodutivo, diminuição da produção dos espermatozóides e da testosterona.

O estudo foi, entretanto, questionado por alguns dos produtores de pesticidas, que negam efeitos tão profundos.




R.P.V

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Busca de vida em lago subglacial na Antártica


Aproveitando a luz de Sol de dia e noite, do mês de Dezembro na Antártica, investigadores britânicos lançaram uma expedição para recolher amostras de um lago isolado do mundo pelo gelo.

Investigadores britânicos deram início a uma expedição na Antártica para procurar vida num lago isolado há milhões de anos por baixo da camada de gelo com três quilómetros de espessura. A equipa instalou acampamento por cima da camada de gelo do lago Ellsworth para aproveitar o sol de 24 horas diários desta região no mês de Dezembro. 

Nos próximos dias irão perfurar o gelo, com ajuda de água quente, até chegarem ao lago subglacial e recolher amostras de água e de sedimentos que podem ter estado isolados do resto do mundo ao longo de milhões de anos e pelo menos 100 mil anos. 

Encontrar formas de vida em ambientes extremamente inóspitos, comparativamente com os consideramos apropriados para a existência de vida, é desde logo uma prioridade deste projecto e que permitira trazer mais dados novos para a compressão da existência de vida, não só na Terra como para outros planetas.  

O lago Ellsworth é um de 360 lagos subglaciais da Antártica, formados quando o calor do interior do planeta derreteu a base do glaciar. Estes lagos têm condições de oxigénio nulas, fraca disponibilidade de nutrientes, escuridão total e um intensa pressão. 

Mas para além das eventuais formas de vida, os investigadores pretendem recolher grandes quantidades de informação como dados da alteração do ambiente ao longo do tempo através dos sedimentos a recolher.  

Fonte: Nuno Leitão/Gaurdian

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Segredo dos ursos para hibernar pode ajudar na medicina

Todos os Invernos o urso-preto deita-se durante cinco a sete meses para evitar a temporada fria e volta durante a Primavera, em forma e pronto para caçar. Os cientistas descobriram o que acontece durante a hibernação e acreditam que este método poderá vir a ser aproveitado na medicina e até em viagens interestelares. O estudo foi publicado hoje na revista científica Science.

Já se conhece bem o sistema de hibernação dos pequenos mamíferos, que durante os longos meses de Inverno enroscam-se numa toca e adormecem longamente. A temperatura baixa muito: cada vez que a actividade do organismo diminui para metade, a temperatura baixa dez graus. No urso-preto, Ursus americanus, a hibernação passa-se de forma diferente.

“O metabolismo do urso-preto abranda 75 por cento, mas a sua temperatura corporal só diminuiu cinco a seis graus”, disse em comunicado Øivind Tøien, cientista do Instituto de Biologia do Árctico, da Universidade do Alasca de Fairbanks, que fica no Alasca, Estados Unidos.

A equipa de cientistas estudou cinco ursos-pretos que foram capturados quando se aproximaram demasiado de povoações e colocaram-nos em covis artificiais feitos de madeira e com palha lá dentro. Os ursos hibernaram durante cinco meses.

Durante este tempo, a equipa mediu a temperatura, o batimento cardíaco e a actividade muscular, através de transmissores de rádio implantados nos mamíferos. O covil era observado com câmaras de infra-vermelhos e tinha detectores de oxigénio, dióxido de carbono e de movimento.

“Sabíamos que os ursos baixavam a sua temperatura corporal durante a hibernação, mas descobrimos que estes ursos-pretos regulam a sua temperatura através de ciclos variáveis ao longo de um período de vários dias”, explicou o cientista.

A temperatura média desta espécie, quando estão activos, é de cerca de 37 graus célsius. Durante os meses de hibernação, o que a equipa verificou, é que os mamíferos vão baixando gradualmente a temperatura do corpo até aos 30 graus.

Quando chegam a este valor, os ursos começam a tremer e a temperatura vai subindo devagar até aos 36 graus. Esta subida demora entre dois a sete dias. Assim que os animais alcançam os 36 graus param de tremer e a temperatura começa a decair outra vez, iniciando um novo ciclo.

Esta variação é acompanhada por uma respiração e batimento cardíaco irregular. Durante a hibernação, os ursos batem o coração 14 vezes por minuto, em vez das 55 vezes, quando estão activos. “Eles têm um batimento cardíaco quase normal quando inspiram. Mas entre as respirações, os batimentos ficam muito lentos”, explicou Tøien. Nestas ocasiões, o coração chega a ficar parado durante 20 segundos.


Ao longo dos meses, os ursos não comem, bebem, não urinam ou defecam. Entre duas vezes por dia até uma vez de dois em dois dias, os mamíferos levantam-se, rearranjam a cama e voltam a deitar-se, com a temperatura a subir em média até aos 33 graus.

Quando a temporada de hibernação termina, os ursos não retomam o metabolismo normal imediatamente, demoram até três semanas a ficarem totalmente acordados. Mas não têm perda nenhuma de massa muscular, tecido ósseo, estão perfeitamente em forma.

A equipa defende que esta “técnica” pode ser utilizada para a medicina humana. “Se descobríssemos a base molecular e genética desta protecção, há a possibilidade de desenvolvermos novas terapias para prevenir a osteoporose, a atrofia muscular ou até para colocarmos as pessoas feridas num tipo de animação reduzida ou suspensa até poderem ter um tratamento médico avançado”, disse Brian Barnes, cientista sénior e um dos responsáveis pela investigação.

Craig Heller, um investigador sénior da Universidade de Stanford que também integrou a equipa, vai mais longe e toca na ficção científica. “Sempre houve a ideia, de que se alguma vez existir viagens espaciais de longa distância, seria bom colocar as pessoas num estado de menor metabolismo ou de animação suspensa – isto é quase ficção científica, mas pode-se ver a lógica”, disse, citado pelo Guardian.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Abutres subnutridos aproximam-se das pessoas em zonas urbanas no Alentejo


Tornou-se um fenómeno recorrente no interior alentejano, sobretudo nesta altura do ano, o aparecimento de grifos poisados em praças e ruas dos centros urbanos apresentando evidentes sinais de subnutrição. A primeira reacção das pessoas é de medo, dada a corpulência desta ave, que tem contra si um imaginário ligado à morte. Isto acontece desde que a legislação comunitária determinou, em 2003, a recolha dos cadáveres de animais como medida profiláctica contra a transmissão de doenças como a BSE ou a tuberculose animal.

O efeito desta decisão passou a afectar as populações das três espécies de abutres existentes em Portugal: o grifo (Gyps fulvus), o abutre-negro (Aegypius monachus) e o abutre-do-egipto (Neophron percnopterus), e de outras aves com hábitos necrófagos, nomeadamente a águia-imperial (Aquila heliaca adalberti).

Assim, e à medida que as regras sanitárias se foram tornando cada vez mais restritivas, obrigando a que as carcaças dos animais mortos fossem retiradas dos campos para serem eliminadas, criou-se um problema grave de escassez de alimento para estas aves selvagens protegidas, forçando-as a procurar alimento em zonas habitadas.

O exemplo mais recente aconteceu em Reguengos de Monsaraz. Militares do Núcleo de Protecção Ambiental (NPA) recuperaram no dia 7 de Dezembro um grifo que foi encontrado na Zona de Peixinhos, Vila Viçosa, “apresentando sinais de subnutrição, o que não lhe permitia voar”, adiantou ao PÚBLICO o capitão Ricardo Samouqueiro, oficial de Comunicação e Relações Públicas do comando de Évora da GNR.

A ave foi tratada, alimentada e entregue na delegação do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas no Parque Natural do Vale do Guadiana, em Mértola, para avaliação, recuperação e posterior devolução ao seu habitat natural.

Nos finais de Novembro, uma equipa do NPA de Montemor-o-Novo recolheu outro grifo também em estado de subnutrição. Foi enviado para o Centro de Recuperação de Aves de Santo André, no litoral alentejano.

Ricardo Samouqueiro confirma que os animais se “aproximam das pessoas porque têm fome”, mas não têm representado uma ameaça para a integridade física dos cidadãos, apesar da envergadura das suas asas, observa.

Dário Cardador, responsável pelo Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André, adiantou ao PÚBLICO que não se registou até agora “um número anormal de entradas de abutres” naquele centro, que ascendem, até agora, a apenas dois exemplares, um recolhido em Montemor-o-Novo e outro que tinha “pousado exausto e com fome em cima de uma bóia de pesca em pleno mar”, conta o dirigente da Quercus. O grifo foi visto pelos pescadores a cair ao mar, apanharam-no e levaram-no para o centro de recuperação onde neste momento estão três necrófagos.

Os sucessivos alertas lançados, nomeadamente pelas organizações ambientalistas, junto das autoridades da União Europeia, procurando sensibilizá-las para o impacto que estava a ter a escassez de alimentos para as espécies necrófagas, levaram a que a legislação fosse alterada em 2011. Os agricultores passavam a poder deixar de novo nos campos as carcaças dos animais mortos, mediante regras específicas, uma prática que estava proibida desde 2002, na sequência da doença das vacas loucas.

Contudo, a Estratégia Nacional de Conservação de Aves Necrófagas, que esteve em consulta pública no passado mês de Setembro, “continua na gaveta” salientou Samuel Infante, da Quercus, confirmando que a escassez de alimentos se “agudizou” em 2015, provocando uma concentração “anormal” de abutres nos três campos de alimentação que a organização ambientalista instalou no Tejo Internacional. “Só num dia contámos 270 animais provenientes até de Espanha e de uma área de 100 quilómetros em redor.”

O dirigente da Quercus diz que diariamente são recolhidos em Portugal cerca de 1000 cadáveres de animais, uma operação que custa ao erário público “mais de 26 milhões de euros para produzir farinhas e gordura destinada à produção de energia”.

A falta de alimento está a potenciar, nalguns pontos do interior do país, ataques das aves necrófagas a crias de bovinos acabadas de nascer. Os produtores, alarmados, “recorrem ao abate das aves ou ao seu envenenamento”, denuncia Samuel Infante.

No sul do país só existe um campo de alimentação para abutres, na herdade da Abóbada em Vila Verde de Ficalho, propriedade do Estado. Havia outro em Beja mas está desactivado.

Artigo retirado daqui

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Dupla de biólogos ibérica descobre nova espécie de escaravelho na Serra de Monchique


A dupla de biólogos formada por Amália Espiridão Oliveira (Universidade de Évora) e Vicente Ortuño (Universidade de Alcalá – Madrid) descobriu uma nova espécie escaravelho no sítio Rede Natura 2000 da Serra de Monchique, a que deu o nome Microlestes alljezurensis.

O escaravelho da família Carabidae, que é descrito num artigo agora publicado na revista Zootaxa, distingue-se das outras seis espécies do mesmo género que ocorrem em território nacional, devido a três características anatómicas - presença nos machos de: pequenos dentes nas patas, uma ranhura no último segmento abdominal, e um dente na face ventral do órgão reprodutor.

Os vários exemplares de M. aljezurensis que permitiram esta descrição foram capturados entre abril e junho, numa área de apenas 9 km2 a baixa altitude (150-230 m), em zonas de montado de sobro com e sem esteva e em manchas arbustivas em que predominavam o medronheiro, a esteva, a roselha e espécies do género a que pertence rosmaninho.

A descoberta da nova espécie de escaravelho aconteceu no âmbito do trabalho de campo do projeto de doutoramento de Amália Espiridão, intitulado “A comunidade de Carabidae do Sitio RN2000 da Serra de Monchique”.

A mais recente descrição científica de uma espécie nova do género Microlestes antes de M. aljezurensis na Península Ibérica, onde ocorrem 16 espécies, tinha acontecido em 1941. No presente artigo, para além da descrição científica da espécie, é apresentada uma chave de identificação atualizada das espécies do mesmo género que ocorrem na Península Ibérica, uma vez que a chave disponível datava de 1927. 

Fonte: Filipa Alves/Zootaxa

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Como a rápida Internet está a conquistar o cérebro aos vagarosos livros

É só mais uma desculpa para não ler ou é para levar a sério? A Internet está a mudar-nos o cérebro, isso é certo, mas estará a interferir com a nossa capacidade de ler? O grande problema, diz um neurologista português, é que as pessoas não têm consciência das transformações que se estão a viver.

A Internet está a mudar-nos o cérebro. Esta frase tem saltado para títulos de jornais e para tema de discussões na própria Internet - por vezes, em tom de alarme (DR)

Maryanne Wolf tem na sua lista de livros preferidos O Jogo das Contas de Vidro, de Herman Hesse, uma elaborada biografia ficcionada do mestre de uma austera ordem de intelectuais que se treina para jogar um jogo sofisticadíssimo que é uma síntese de todas as artes e de todo o conhecimento. Não é um romance fácil - mas esta cientista norte-americana que estuda a forma como o cérebro se adapta para aprender a ler também não é uma leitora qualquer. No entanto, ela teve uma enorme surpresa, quando resolveu voltar a lê-lo: "Não conseguia! A minha necessidade de velocidade, fomentada nos últimos anos pela Internet, tornava-me impossível desacelerar e concentrar-me!", confessou.

A Internet está a mudar-nos o cérebro. Esta frase tem saltado para títulos de jornais e para tema de discussões na própria Internet - por vezes, em tom de alarme. Convenhamos que, dito assim, a seco, parece algo assustador - "Oh não, mais uma coisa moderna que está a dar-nos cabo da vida!" Mas esta mudança na intimidade do órgão que nos permite pensar não é algo anormal: se está a ler estas linhas, o seu cérebro já mudou irreversivelmente, e de forma única: aprendeu a ler, algo para o qual os seus genes nunca o prepararam.

A verdade é que todas as nossas experiências nos modificam o cérebro, redesenham-nos os circuitos, como se fosse um computador - mas estes chips cerebrais são feitos de axónios e dentrites, as extensões através das quais os neurónios comunicam, por impulsos eléctricos e sinais químicos, dando forma a ideias e a memórias.

E, quanto mais repetitivas e praticadas forem as nossas acções, mais intenso será esse efeito de plasticidade do cérebro. Os músicos profissionais têm mais matéria cinzenta nas áreas cerebrais relacionadas com o planeamento dos movimentos dos dedos. Os cérebros dos atletas são mais volumosos nas zonas responsáveis por controlar a coordenação entre os olhos e as mãos.

Numa experiência célebre, feita na década de 1990, cientistas britânicos espreitaram para dentro do cérebro de taxistas londrinos, alguns com 42 anos de experiência de trabalho nas ruas da capital britânica, e descobriram que o seu hipocampo posterior, uma área cerebral onde são armazenadas representações espaciais da área que nos rodeia, era muito maior do que em pessoas normais - enfim, que não fossem taxistas com décadas de experiência e um verdadeiro mapa das ruas da cidade de Londres na cabeça...

Vendo bem, parece óbvio que o cérebro vá mudando à medida que aprendemos coisas novas. Mas a descoberta desta plasticidade do cérebro, desta capacidade permanente de se alterar, é algo recente, que ficou assente apenas na década de 1990. Até então, o que se aceitava era algo que a sabedoria popular traduzia no provérbio "de pequenino se torce o pepino": o cérebro não mudava grande coisa desde a infância. O que não se aprendia em pequenino dificilmente se aprenderia em adulto.

Mas tanto a arquitectura do cérebro como as próprias células que o compõem vão mudando bastante ao longo de toda a vida. O que é redesenhado são as ligações entre os neurónios, a comunicação entre as várias áreas do cérebro, a sequência em que são activadas para que completemos uma determinada tarefa.

"Isso que está a fazer, a escrever assim, à mão", diz o neurologista Alexandre Castro Caldas, do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica de Lisboa, notando como a Pública tira notas da conversa, "é-lhe possível porque existe uma pequena área no seu cérebro que guardou memória gráfica das palavras". É por isso, explica, "que às vezes escreve uma palavra à mão, para ver como lhe parece correcto, mesmo quando está a escrever no computador".

Público

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Portugal candidata-se a centro de alerta de tsunamis

Portugal, através do Instituto de Meteorologia (IM), vai integrar um projecto europeu para alerta precoce de tsunamis e apresenta-se como candidato a acolher um centro regional para o Atlântico Nordeste e Mediterrâneo, anunciou esta sexta-feira o IM.
O primeiro projecto (TRIDEC) é coordenado pelo Centro Geofísico de Potsdam (Alemanha), no âmbito da instalação de futuros sistemas de alerta precoce de tsunamis e tem uma duração prevista de três anos para desenvolver "arquitecturas inteligentes" destinadas ao processamento de grandes volumes de dados que sirvam de suporte à decisão num quadro de alerta de tsunami, segundo informação divulgada pelo Instituto de Meteorologia (IM).
"Tem por objectivo desenvolver ferramentas informáticas capazes manipular grandes volumes de dados. No caso de acontecer um tsunami é necessário analisar um grande conjunto de informação", desde dados sísmicos, ao nível do mar, altura da onda, cenários de tsunamis e ondas expetáveis em vários pontos da costa a cartas de inundação, explicou àc agência Lusa o diretor do Departamento de Sismologia e Geofísica do IM.
"É muita informação que tem de ser rapidamente trabalhada e colocada à disposição do decisor", referiu Fernando Carrilho.
O projecto que agora vai ter início é financiado pela União Europeia, foi "aprovado há dias" e a primeira reunião que dará o "pontapé de arranque" deverá ocorrer em Outubro ou Novembro, acrescentou.
Paralelamente, Portugal propõe-se acolher o Centro Regional de Alerta de Tsunamis na Região do Atlântico Nordeste e Mediterrâneo, no âmbito do sistema de alerta que se encontra em desenvolvimento na Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO, a agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.
Além do IM, o projecto integra mais nove instituições de seis países europeus.
No âmbito do sistema de Alerta de Tsunamis para o Atlântico Nordeste e Mediterrâneo e deste sistema que está a ser preparado, Portugal faz-se representar com um grupo de trabalho.
"Para funcionar no futuro, prevê a existência de centros regionais de alerta e, para este em que está Portugal, o país é candidato a albergar o centro que desempenhe essas funções", indicou.
Caso a candidatura vingue, o centro de processamento de dados, em terra, deverá ficar no Instituto de Meteorologia, mas ainda não há apoio explícito dos vários governos envolvidos no processo, nem decisões políticas sobre o modelo de financiamento.
Numa primeira fase, os sistemas de alerta irão ter como preocupação detectar tsunamis originados por sismos no mar.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Twitter pode servir para alerta de epidemias


A página de 'micro-blogues' Twitter poderia servir de sistema de alerta antecipado para epidemias, segundo especialistas que analisaram as entradas da palavra "gripe" naquela rede social.

Investigadores de uma universidade de Londres encontraram três milhões de mensagens, escritas em inglês, contendo a palavra gripe, entre Maio e Dezembro de 2009, de acordo com o estudo apresentado no congresso europeu de doenças infecciosas, que reúne cerca de oito mil peritos, em Viena.

Depois deste estudo, pretende-se estabelecer se "estes dados são utilizáveis como sistema de alerta crescente", ou seja, antes de os pacientes consultarem o seu médico, afirmou Patty Kostkova, responsável pelo estudo.

"Como se trata um meio de comunicação em tempo real, pode permitir, se necessário, uma resposta imediata das autoridades de Saúde", acrescentou à Agência France Press.

Entre os "tweets", os investigadores contaram 12.954 mensagens que continham a frase "Eu tenho gripe A" e 12.651 com a informação "Eu tenho gripe". Outras palavras muito utilizadas foram "H1N1", "vacina", "caso" e "informações".

A equipa de Patty Kostkova trabalha com as autoridades de Saúde britânicas, no âmbito da preparação dos Jogos Olímpicos de 2012.

Com o Twitter as autoridades poderiam, nomeadamente, conhecer melhor as necessidades e informar os visitantes o melhor possível sobre centros de socorro, médicos ou dentistas mais próximos.

No entanto, na terça-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e peritos reunidos, em Genebra, acusaram estes novos meios de comunicação de terem perturbado a gestão de informação sobre a gripe A (H1N1), que surgiu há cerca de um ano.

Patty Kostkova admite haver muitos "tweets parasitas", mas sublinha que o estudo permite conhecer as apreensões da população e pode ser interessante para detectar o início de uma epidemia.

Os meios de vigilância existentes continuam a ser no entanto, segundo a investigadora, os melhores para assegurar o acompanhamento destas situações.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Portuguesa ajuda a descobrir novas espécies na gruta mais profunda da Terra

Insectos primitivos sem asas e sem olhos foram encontrados a quase dois quilómetros de profundidade, na mais completa escuridão, na gruta mais funda do planeta, na Geórgia. A expedição, na qual participou a cientista portuguesa Sofia Reboleira, não esperava encontrar vida tantos metros abaixo do solo.

No Verão de 2010, uma expedição ibero-russa de 30 pessoas (CAVEX Team) esteve 30 dias no interior da gruta Krubera-Vorónia, na região da Abkhazia, no Norte da Geórgia e perto do Mar Negro, com os seus 2191 metros de profundidade.

Sofia Reboleira, investigadora do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, e o seu colega espanhol Alberto Sendra, do Museu Valenciano de História Natural, descobriram quatro novas espécies de colêmbolos, insectos primitivos sem asas e sem olhos, adaptados à vida subterrânea, na mais completa escuridão: Anurida stereoodorata, Deuteraphorura kruberaensis, Schaefferia profundisima e Plutomurus ortobalaganensis. Este último, encontrado a 1980 metros de profundidade, é o animal subterrâneo terrestre mais profundo até agora conhecido. Cada uma das espécies tem exemplares que medem entre um e quatro milímetros.

“Fomos surpreendidos por uma biodiversidade superior àquela que esperávamos a tão grandes profundidades. Não se conheciam animais cavernícolas a viver abaixo dos 1000 metros de profundidade”, diz a cientista.

A gruta Krubera-Vorónia é a única no mundo que supera os dois quilómetros de profundidade. Apesar das várias expedições ao seu interior – entre as quais da CAVEX Team que a estuda há 10 anos – esta foi a primeira vez que se estudou a sua fauna.

Os animais encontrados estão adaptados para sobreviver em condições subterrâneas extremas, como a ausência total de luz e a pouca disponibilidade de alimentos. O zoólogo Enrique Baquero, da Universidade de Navarra, descreveu as espécies encontradas num artigo publicada na revista Terrestrial Arthropod Reviews. “Como resposta a estas condições, nenhum dos animais tem olhos e/ou pigmentação. Além disso, uma das espécies desenvolveu um quimioreceptor, uma espécie de antena parabólica química que lhe permite mover-se num local tão complicado”, disse o investigador citado num comunicado daquela universidade.

Sofia Reboleira, 31 anos, foi convidada pela CAVEX Team a participar na expedição à gruta Krubera-Vorónia, uma missão que “foi custeada na totalidade por cada um dos participantes, sem apoios externos ou patrocínios”, disse.

Mas chegar e descer à gruta mais profunda do planeta – com cavidades formadas quando o Mar Negro estava praticamente seco e com níveis freáticos muito mais baixos do que actualmente – foi uma missão exigente.

“Esta cavidade está situada na Abkhazia e é necessário passar pela Rússia e cruzar a fronteira a pé com todo o equipamento às costas. A subida à zona do acampamento é feita em camiões militares que carregam os espeleólogos e as cerca de seis toneladas de equipamento necessário para uma expedição desta magnitude”, conta. Este inclui equipamentos de espeleologia, de mergulho e comida para 30 pessoas durante 30 dias.

“Os camiões cruzam a zona de floresta e sobem às montanhas do Cáucaso, deixando-nos na base do vale do Ortobalagan, onde estão situadas várias grutas profundas, entre as quais a Krubera-Vorónia”.

Depois, “todo o material é carregado, pelos expedicionários, desde a base do vale até à zona da entrada da cavidade, onde se estabelece o campo espeleológico”. Este é um trabalho comunitário no qual todos ajudam e que dura cerca de quatro dias.

Uma vez no interior da gruta – onde as temperaturas oscilam entre 0.5ºC e 5ºC e a água fria é omnipresente, o que “dificulta todo o tipo de trabalho no seu interior” –, “é necessário instalar cordas por toda a cavidade, o que consome quase três quilómetros de corda, e instalar os acampamentos subterrâneos, onde os espeleólogos descansam, comem e dormem”.

O trabalho da CAVEX Team em Krubera-Vorónia não terminou. “A gruta é tão grande como o empenho das pessoas. Pensamos voltar” em 2013, disse Sofia Reboleira.

Esta investigadora já tem descoberto em Portugal novas espécies em grutas. Em Dezembro de 2010 anunciou a descoberta de um pseudoescorpião ( Titanobochica magna) e um escaravelho (Trechus tatai) no Algarve e em Montejunto. Um ano depois publicou na revista Zootaxa a descoberta de um insecto mais primitivo do que aqueles que se conhecem actualmente, o Litocampa mendesi, numa gruta algarvia.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Avião de 1911 no gelo

Exploradores australianos descobriram preso no gelo da Antárctida um dos primeiros aviões. Desde 1911 que o pequeno aparelho permanecia no continente gelado.

O avião de um lugar foi o primeiro fabricado pela empresa britânica Vickers, oito anos depois do primeiro voo dos irmãos Wright, pioneiros da aviação, em 1903. Segundo um dos autores da descoberta, Tony Stewart, "aconteceu um grande episódio na história da aviação da Antárctida". O aparelho foi levado pelo explorador australiano Douglas Mawson, que desejava ser o primeiro a sobrevoar a Antárctida. Um plano não concretizado, porque o piloto que veio de Londres com o avião sofreu um acidente na Austrália num voo de teste. As asas ficaram danificadas e foram separadas da fuselagem.

Mawson optou por levar o avião de navio e por utilizar o aparelho como um tractor, para rebocar trenós. Ideia que não resultou, apesar de equipar o Vickers com esquis.

O motor viria a ficar danificado pelo frio, e Mawson deixou o avião no Cabo Denison em 1914, explicou David Jensen, presidente da Mawson’s Hut Foundation. Mawson abandonou em definitivo os restos do Vickers em 1931.

Equipados com aparelhos de ressonância magnética, três equipas de exploradores procuravam a fuselagem do aparelho, visto pela última vez em 1975 no Cabo Denison, preso no gelo. A descoberta no dia de Ano Novo foi possível graças à excepcional maré baixa, ao derretimento do gelo e ao factor sorte. "Um dos membros da expedição, que reparava a casa de madeira de Mawson, avistou a fuselagem metálica no meio das rochas.

Segundo Jensen, a fuselagem seguirá agora para Austrália.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Um ‘ovo estrelado’ nos Açores


Resultado do impacto de um meteorito nos últimos 17 milhões de anos ou um vulcão de lama? Não é por ora possível excluir qualquer das hipóteses como origem da formação geomorfológica encontrada por investigadores portugueses a dois quilómetros de profundidade e a cerca de 150 quilómetros a sul dos Açores. Trata-se de uma cratera mais ou menos circular com uma cavidade de seis quilómetros e uma cúpula central, tal e qual um mega ovo estrelado.

Realizada no âmbito dos trabalhos da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continente (EMEPC), a descoberta foi apresentada na conferência da União de Geofísica norte-americana, em S. Francisco.

“A apresentação suscitou muita curiosidade nos mais de 15 mil cientistas presentes”, contou Paulo Neves Coelho, coordenador jurídico da EMEPC. A tese que recolheu maior aceitação foi a do impacto, dado que não se descobriram correntes de lava na estrutura, mas só a recolha e estudo de amostras permitirão tirar conclusões.




I.R.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Nintendo lança nova consola portátil


Com os lucros a caírem para menos de metade, a Nintendo joga mais uma cartada na guerra das consolas. Na entrada da importante época natalícia, a multinacional japonesa anunciou uma nova versão da consola portátil DSiA nova Nintendo DSi será maior do que os dois modelos que já compõe a família de consolas portáteis. Uma das vantagens é que o ecrã cresce para as 4,2 polegadas (contra as 3,25 da DSi e as três polegadas da DSi Lite, o modelo mais pequeno).

Segundo a Nintendo, o ecrã maior não vai implicar uma perda de autonomia e a bateria deverá ter uma duração a rondar as três horas.

O modelo será comercializado na Europa só no primeiro trimestre de 2010, com o nome XL.

O anúncio surge na mesma altura em que a multinacional apresenta uma quebra de 52 por cento nos lucros conseguidos entre Abril e Setembro, face ao mesmo período de 2009.

As receitas de vendas caíram cerca de 34 por cento e o número de consolas vendidas desceu de cerca de 10 milhões para os 5,74 milhões.

A Nintendo justifica parte da quebra de receitas com a redução de preço da Nintendo Wii. Desde o início deste mês que a consola tem um preço de 200 euros, menos 50 do que o preço anterior.

A redução veio depois de as rivais XBox 360 e PS3 terem também cortado nos preços. Estas consolas, contudo, apelam a um mercado de jogadores mais regulares, ao passo que a Nintendo aponta para os chamados jogadores casuais.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Ghostnet: Como funciona a espionagem informática

A Symantec, empresa especialista em segurança online, divulgou na internet um vídeo onde explica a forma como é feita a invasão dos computadores pelos ‘hackers’ da rede de espionagem Ghostnet, numa tentativa de alertar as pessoas para a possibilidade de roubos de documentos e palavras-passe de contas bancárias.

Em Portugal, a Ghostnet conseguiu penetrar no programa informático da justiça portuguesa, intitulado Citius, roubando dados pessoais dos serviços de Registo e Notariado (base do Cartão de Cidadão) e processos judiciais do nosso país.

O ataque revelou a vulnerabilidade da rede informática da Justiça, colocando em causa o segredo de justiça.

Este mês foram constituídos dois arguidos, na sequência de uma investigação portuguesa à empresa Trusted Technologies, que terão copiado a informação dos sites chineses da Ghostnet.

De acordo com a Symantec, 43 milhões de pessoas já foram enganadas ao fazerem o download de falsos programas antivírus, desde Julho de 2008.

A técnica, baptizada ‘Scareware’, baseia-se num software que é descarregado pelo utilizador do computador e que, posteriormente, permitirá aos seus criadores aceder aos dados de cartões de crédito das vítimas.

No final do vídeo da empresa, é deixado como conselho ter um antivírus actualizado e não descarregar conteúdos da internet se não se conhecer a sua origem.

A polícia está a investigar um ataque informático por parte de hackers à página de empregos do jornal britânico ‘The Guardian’, o qual poderá ter comprometido os dados de aproximadamente 500 mil utilizadores.

Ainda assim, a direcção do diário garante que conseguiram travar o ataque antes de terminarem de roubar os dados.

Em comunicado, o jornal assegura que já contactou por e-mail os utilizadores lesados, colocando-os a par da situação actual.


http://videos.sapo.pt/qSbrv2hmsb1OLCtVSkUQ

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Kaizen


Praticamente toda a gente quer evoluir, seja na vida pessoal, social ou profissional. Mas poucos são os que o acabam por alcançar, talvez por só esses perceberem correctamente o processo de crescimento e mudança. Além disso, ao extrapolar-se esta evolução de desempenho próprio para entidades impessoais e complexas (empresas, educação, liderança, gestão do local de trabalho), tornam-se evidentes as dificuldades intrínsecas. Esta evolução de desempenho apresenta-se, graficamente, em escada (tracejado):
     A passagem entre degraus sucessivos representa um salto evolutivo; este poderá ser uma inovação tecnológica, ou um novo método de trabalho, ou uma nova responsabilidade, ou...
     É nas 
plataformas dos degraus que ocorre o demorado processo de assimilação e acumulação de novas aprendizagens, positivas ou negativas, consequentes dos saltos evolutivos.
     Muitos de nós apoiam-se neste tipo de evolução. O salto poderá ser uma prova escrita, um trabalho/artigo da Ciência J a entregar, um novo método de estudo... Ao superarmos este salto, que habitualmente envolve novos conhecimentos, relaxamos, na esperança de nos trazer, finalmente, a vantagem desejada. Na realidade, mais tarde constata-se que se sofreu uma lenta estagnação, ou até regressão. Ao tentar corrigir a situação, repetimos o erro.
 Outros, conscientes da sua condição, esforçam-se por degraus mais inclinados (traço contínuo), para obterem desempenhos mais elevados. Neste caso, vão-se já preparando para o novo desafio que virá mais tarde, Este tipo de evolução, denominado Melhoria Contínua, distingue-se por continuamente reflectir sobre a nova situação, procurando descobrir métodos que façam elevar o desempenho actual - devido a esta preparação antecipada, o próximo salto terá maior sucesso! Infelizmente, tal evolução é encarada como sendo difícil, por obrigar a alterações impertinentes.

Kaizen

     Eis que surge a filosofia Kaizen. Formado por Kai (Mudança) e Zen (Bom, para melhor), este conceito japonês fomenta a Melhoria Contínua.

(Kai)+(Zen)=(Kaizen)
     Porém, conforme Masaaki Imai, o fundador do Kaizen, esta filosofia aposta em soluções simples e "baratas", baseadas no engenho pessoal, no empenho de toda a gente envolvida e na ideia central do combate ao desperdício (acções e itens sem valor). Nota que o Kaizen foi inicialmente desenvolvido e aplicado à indústria. Só mais tarde se reconheceu a sua aplicação funcional a outros campos: empresarial, familiar, pessoal, etc. Por isso, embora o kaizen se apoie em termos técnicos industriais, deves interpretá-los de um modo mais lato.
     É precisamente na eliminação sistemática de Muda (desperdício), Muri (dificuldade) e Mura(irregularidade) que o Kaizen apresenta métodos eficazes. Assim, identificam-se sete tipos diferentes de Muda:
  1. Produção em excesso;
  2. demasiadas Existências em stock;
  3. Transportes excessivamente longos;
  4. Esperas (atrasos);
  5. Movimentação excessiva do pessoal;
  6. Processamento superior ao desejado pelo cliente;
  7. Defeitos.
É importante adquirir o "olho Kaizen", aquele que observa atentamente, descobrindo exemplos de desperdício, seja ele concreto (material sem interesse) ou abstracto (acções sem valor). Terá, então, a tarefa de se indagar, continuamente - perguntando Como, Quando, Onde, Porquê várias vezes - para descobrir a melhor maneira de os eliminar eficaz e eficientemente.
     A gestão Kaizen exige que, numa primeira abordagem, seja feita uma operação especial de limpeza, o 
5s. Esta é composta por:
  • Seiri (Triagem) - selecção dos itens a aproveitar e a eliminar;
  • Seiton (Arrumação) - ordenar e arrumar os itens funcionalmente;
  • Seisou (Limpeza) - Verificar e restaurar as condições da área de trabalho;
  • Seiketsou (Normalização) - Definir normas de manutenção para a área de trabalho;
  • notavailableShitsuke (Disciplina) - Autodisciplina da manutenção das normas.
(Nota: A área de trabalho poderá ser uma área mental, incidindo sobre o nosso método de estudo, o nosso efeito social, etc.)


     Estes cinco sensos são fundamentais para a organização estratégica dos equipamentos, materiais, documentos e ideias no local de trabalho.

Implementação nas organizações

     A gestão Kaizen exige uma forte mudança da cultura interna, desde o topo da hierarquia da organização, até ao nível mais baixo (habitualmente a produção - "chão de fábrica") A direcção terá a responsabilidade de fomentar a cultura e ambiente necessários, encorajando as chefias intermédias e operários da produção naimplementação de Kaizen nas suas responsabilidades.
     Conforme Masaaki Imai, a realidade está no local onde o produto é criado - nagemba (lê-se guemba) - não nas nossas secretárias! Por isso, o conceito central de Gembakaizen, muito popularizado nos EUA pela Toyota nos anos oitenta, é o de dar aos trabalhadores a oportunidade e o poder de resolver problemas. Para isso, a organização tem de reconhecer que todos têm competências para contribuir com sugestões valiosas. Aconselha-se, então, a criação de um bom sistema de recepçãoe análise de ideias e de motivação do pensamento activo naquela.
     Para demonstrar e fomentar o poder do Kaizen, existem grupos de melhoria de acção rápida. Estes 
grupos são formados por elementos de várias hierarquias da organização, que implementam a filosofia Kaizen num curto espaço de tempo, em cinco dias úteis - são os eventos Gembakaizen Blitz. ("Blitz" identifica acções de implementação rápida e eficaz). Como o Kaizen enfatiza a acção real, a equipa tem de estar predisposta a "sujar as mãos" no chão de fábrica, desenvolvendo, testando e refinando soluções simples, apenas com os materiais existentes no local. Os resultados imediatos são deveras fantásticos: em apenas cinco dias, obtêm-se reduções de 30% a 80% (em média) nos vários processos em causa!
Masaaki Imai
Masaaki Imai

E lá em casa? A nível social...

     No teu quarto/escritório/estudo/etc., podes aliar a gestão Kaizen à Lei de Pareto, segundo a qual muitas actividades se regem pelo sistema 80/20. Um bom exemplo desta lei será a tua secretária, onde, em 80% de todas as tarefas executadas, só utilizarás 20% dos recursos (computador, papel, livros, material de escrita...) que possuis. Assim, inclina-te sobre a eliminação de Muda nas diveras áreas, através do método5s, tendo como referência a Lei de Pareto: organiza o local, de modo a que os utensílios usados com maior frequência tenham um acesso mais fácil e rápido, do que os restantes. Além disso, podes reflectir, continuamente (sem exageros), sobre novas e simples ideias aliadas ao teu posto/método de estudo/de trabalho...
     Também podemos aplicar a filosofia Kaizen à nossa vida social! Através de uma análise profunda e cuidada sobre a nossa personalidade (defeitos, qualidades, tipos de relacionamento, etc.), é-nos possívelevoluir, apoiando-nos no Kaizen. Esta área é uma muito importante, porque o nosso desempenho é directamente influenciado pelo próprio comportamento social. Se este comportamento não for positivo, terá de ser eliminado - este é o oitavo tipo de Muda!
Rudolf Appelt – Mar/Abr 2000

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Ciências Naturais - Powerpoint sobre SIDA - A Grande Epidemia do Séc.XX


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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Google defronta o iPhone

"Telemóvel" já não é o termo exacto para definir grande parte desses equipamentos que ‘também fazem ligações telefónicas’. Hoje, 11% dos telemóveis vendidos no Mundo são ‘smart-phones’, equipamentos capazes de executar tarefas semelhantes às de um computador, estabelecer ligações rápidas à internet e até localizar rapidamente familiares e amigos.


A principal novidade do telemóvel da Google não é propriamente o aparelho mas o sistema operacional que o equipa, o Android. Uma aposta da Google num futuro em que mais pessoas vão ligar-se à internet por meio do telemóvel.

O G1, que ameaça destronar o iPhone, é um desses aparelhos com sistema operativo da Google e equipamento móvel da HTC. Chegou às lojas norte-americanas em Outubro do ano passado, com um preço de 200 dólares (155,20 euros) e obrigatoriedade de um contrato com a T-Mobile de dois anos.

Um mês depois chegava ao Reino Unido mas o resto da Europa deverá tê-lo, talvez numa versão actualizada e em telefones de várias marcas – HTC, LG, Motorola, Samsung e Sony Ericsson estão preparadas para lançar telemóveis com a plataforma Google – ainda no primeiro semestre deste ano. As confirmações de operadores ou fabricantes de telemóveis são nulas sobre o início da comercialização no nosso país. Continuam as negociações, dizem entretanto.

Para já, foram precisos três gigantes nas indústrias respectivas para apresentar um dispositivo capaz de competir com o iPhone da Apple. A T-Mobile vai garantir a distribuição do G1 pelo Mundo fora com tarifas interessantes, a Google desenvolveu a plataforma livre Android, permitindo assim à comunidade de programadores desenvolver aplicações eficazes e gratuitas, e a HTC forneceu um hardware capaz de tirar proveito das possibilidades do Android.

Na maioria dos telemóveis, os sistemas só podem ser alterados pelo fabricante. Trabalhar com um sistema operacional aberto é parte da estratégia da Google para transformar o Android na plataforma-padrão dos telemóveis no Planeta. Com isso, os programadores podem explorar e modificar códigos em todos os níveis do software, tornando o sistema cada vez mais atraente, divertido e rico em possibilidades.

A Google não ganha dinheiro directamente com o sistema operacional mas a audiência que atrai para os seus sites é garantia de lucro com a publicidade on-line, que representa 98% da facturação da empresa. O Android é também uma forma de a Google manter a sua supremacia na internet.


O telemóvel é uma história de sucesso. Poucas invenções podem orgulhar-se de uma adesão tão rápida pelos consumidores, que hoje o consideram um elemento fundamental da vida moderna. A par da internet, é uma das mais importantes revoluções tecnológicas.

Em 1973, a 3 de Abril, Martin Cooper, investigador da Motorola, efectuou a primeira chamada móvel. Em passeio pelas ruas de Nova Iorque, Cooper utilizou um protótipo de telemóvel que, 10 anos depois, viria a dar origem ao primeiro modelo destinado ao grande público: o DynaTAC 8000X, com o preço de 4000 dólares e um peso de quase um quilo! A bateria durava apenas para 20 minutos, o suficiente já que ninguém aguentava mais tempo com um quilo na mão...

A grande atracção do Google G1 é o sistema operacional Android, feito para ser também utilizado noutros ‘smart-phones’. Mais que um telemóvel, o G1 é uma máquina portátil de acesso à internet.


O Android é um sistema operacional aberto. Pode ser modificado e personalizado por qualquer programador.

Contactos, compromissos e arquivos não ficam guardados no telemóvel mas na conta on-line do Google.

O sistema de GPS localiza os contactos que estão on-line e mostra no Google Maps em que parte da cidade cada um deles está. Útil para localizar os filhos, o cônjuge ou outros familiares.

A câmara do telemóvel lê códigos de barras de produtos e compara preços na internet.

O Google Maps mostra quais as praças de táxi mais próximas. Para chamar um táxi, basta clicar no link que aparece no mapa.

Mário Gil

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Google Earth permite ‘mergulho’ nos oceanos

Com as novas funcionalidades do Google Earth é possível, a partir de agora, ‘mergulhar’ nos oceanos, viajar no tempo e ver o planeta Marte em alta resolução.


Mais do que navegar literalmente pelos oceanos da Terra, tanto à superfície como debaixo de água, o Google Ocean permite que os utilizadores acompanhem o trajecto feito por um tubarão branco monitorizado. O acesso a informações sobre a temperatura da água e os melhores locais para a prática de desportos como o surf, kitesurf e mergulho representam algumas das novas potencialidades.

O internauta pode ainda constatar as mudanças realizadas pelo Homem, ao longo dos tempos, graças às imagens históricas disponibilizadas. O Google Earth 5.0 está disponível em quarenta idiomas, entre os quais o português.

LUSA

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Ciências Naturais - Powerpoint sobre Energia da Biomassa


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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Gigante dos mares já navega

Quando for lançado, no final de 2009, o ‘Oasis of the Seas’ será o maior navio de cruzeiros do Mundo, com 16 andares, 220 mil toneladas (a mesma do que a dos ‘Queen Mary 2’ e ‘Queen Elizabeth’ juntos) e capacidade para 5400 hóspedes, com base na ocupação dupla de suas 2700 cabinas.

Este Golias dos mares, da Royal Caribbean, com 361 metros de comprimento e 72 de altura, acabou de sair da doca seca dos estaleiros finlandeses de Turku com mais de 65% da sua construção já completada. Vai estar, durante um ano, a ser alvo de trabalhos de interiores e de decoração, sendo o primeiro a lançar um novo conceito de navios com praças temáticas distintas para que os hóspedes tenham experiências únicas, de acordo com o estilo, estado de espírito e preferências.

Entre as suas atracções está um parque de vegetação tropical ao ar livre do tamanho de um campo de futebol. Baptizada ‘Central Park’, a floresta será equipada com modernos equipamentos de controlo das condições ambientais, sistemas de irrigação e drenagem. Para além da arquitectura e design, muita engenharia vai a bordo.

Actualmente, os transatlânticos não possuem motores propulsores dentro do navio com eixos gigantes atravessando metade do navio: os motores são eléctricos e ficam dentro de casulos fora do navio totalmente submersos na água. Isso diminui muito a vibração e o barulho causado pela rotação do eixo. Geradores diesel, dentro do navio, fornecem energia eléctrica aos motores propulsores. Alguns ou todos os casulos podem girar 360º e com esse sistema não há necessidade de lemes. Pequenas hélices na proa, juntamente com os casulos giratórios, dispensam o uso de rebocadores nos portos.

Por outro lado, dois estabilizadores hidrodinâmicos em cada lado do navio são usados para reduzir drasticamente o balanço do mar, funcionando como nos submarinos e aviões e são controlados por computador. Podem ser estendidos ou girados rapidamente: quando o mar levanta o navio, eles giram de modo a que a força da água force o navio para baixo e vice-versa.

PORMENORES
Entre 91 mil sugestões para o nome do novo gigante, ganhou a de um norte-americano, baptizando também toda a linha de cruzeiros: Oasis Class.

Os estabilizadores, o peso e o comprimento do navio fazem com que o passageiro quase não perceba o balanço do mar.

Neste projecto foi adaptado o conceito de equipar o navio com várias praças públicas.

Uma espaço importante é especialmente reservado às crianças e adolescentes.

O ‘Oasis of the Seas’ é muito mais do que uma embarcação, é uma colecção de experiências surpreendentes que desafiam todas as limitações. Poder-se-á dizer que a capaciGigante dos mares já navegadade de imaginar não teve limites...

BILHETE DE IDENTIDADE

Proprietário: Royal Caribbean

Peso: 220 000 toneladas

Altura: 65 metros

Largura: 47 metros

Comprimento: 361 metros

Velocidade de cruzeiro: 20 nós (37 km/h)

Potência de saída: 60 mw

Calado: 9 metros

Mário Gil
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