sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ciências Naturais - O Sistema Excretor


É formado pelos seguintes órgãos:

Rins
É o principal órgão que compõe o sistema excretor nos vertebrados, pois é o responsável pela filtragem sanguínea(chamada de diálise do sangue). Eles são dois, possuem um formato de feijão, com aproximadamente 12cm. Se localizam nos lados da coluna vertebral, na região do abdômen.
Em cada rim chega um ramo da artéria aorta, com sangue a ser filtrado. Após a filtração desse sangue, ele é jogado novamente na corrente sanguínea, por meio da veia cava inferior. Na filtragem ficam resíduos, a urina, que é levada pelos ureteres até a bexiga, onde será armazenada para posterior eliminação pela uretra (nohomem esse canal serve tanto para a liberação de urina quanto do esperma, nas mulheres existem estruturas separadas para as duas substâncias).
O rim é dividido em duas regiões, chamadas de Córtex renal e Medula Renal, respectivamente a parte mais externa e interna do rim. Na medula renal, existem estruturas chamadas de pirâmides de Malpighi, que se convergem na região central do rim, formando o bacinete. Dos bacinetes partem os ureteres. No córtex renal ficam estruturas microscópicas chamadas de néfrons, onde o sangue é efetivamente filtrado. Os tubos coletores recebem as excretas dos néfrons, levando-as até as pirâmides de Malpighi.
partes do rim - sistema excretor
Os néfrons são constituídos por uma estrutura chamada cápsula de Bowman, onde existem vários capilares sanguíneos. Dessa cápsula, sai o túbulo renal, que pode ser dividido em três partes: região proximal (próxima à capsula de Bowman), a alça de Henle e a região distal (mais distante da cápsula), chegando ao tubo coletor (ou duto coletor).
Conectada a cápsula de Bowman está a arteríola aferente (proveniente da artéria renal), que se ramifica nos capilares sanguíneos, chamados de Glomérulo de Malpighi. Aí é onde acontece grande parte da filtragem do sangue. Então esses capilares se juntam novamente, formando a arteríola eferente. Essa por sua vez, se ramificará, envolvendo todo o túbulo renal (capilares peritubulares), reabsorvendo algumas substâncias que passaram para dentro do néfron. Essas ramificações, novamente, se reúnem nas vênulas, que se ligam à veia renal e à veia cava inferior. Observe o esquema abaixo, para visualizar as estruturas.
partes de um néfron - sistema excretor

Resumindo, o sangue fará o seguinte percurso:

Aorta ; artéria renal ; arteríola aferente ; glomérulo de Malpighi ; arteríola eferente ; capilares peritubulares ; veia renal ; veia cava inferior.

O processo de formação da urina é chamado de diurese. Quando o sangue está excessivamente “sujo”, ou quando os rins não funcionam corretamente, são formados os cálculos renais, que são, literalmente, pedras constituídas por sais. Essas pedras podem causar lesões graves, por isso devem ser removidas por meio de medicamentos ou intervenção cirúrgica.
Ureteres
É o tubo que liga o bacinete de cada rim à bexiga urinária.
Bexiga
É um compartimento para o armazenamento temporário da urina. Como o sangue é filtrado a todo momento, os animais vertebrados (e nós humanos), teríamos que “fazer xixi” a todo momento. Para que isso não seja necessário, a bexiga armazena por um período toda a urina produzida. A capacidade média das bexigas é de 250mL. Ela é formada por músculos lisos (contração involuntária).
Uretra
Canal por onde a urina da bexiga é expelida para fora do corpo. Ao redor desse duto existem músculos, chamados de esfíncteres, que pressionam o canal, fechando-o. Quando urinamos, esses músculos relaxam, abrindo o caminho para a urina. Nos homens, esse canal é utilizado tanto para passagem de urina quanto de esperma. O ato de urinar é chamado de miccão.
Outros órgãos fazem também o papel de excretores, como a pele e pulmões. O suor tem função principal de resfriar o corpo, mas como contém sais minerais e água, não deixa de ser uma excreta também. Os pulmões também liberam água no ar expirado.

Ciências Naturais - O Sistema Excretor

O sistema urinário é composto pelas vias urinárias e pelos rins.
As vias urinárias compreendem os ureteres, a bexiga e a uretra. Os ureteres são tubos musculares que conduzem a urina dos rins à bexiga em jactos, através de contracções peristálticas. A bexiga, que pode reter até 600 ml de urina, é um órgão muscular, em forma de saco, que se expande à medida que a urina entra. A uretra é um tubo que se estende desde a bexiga ao meato urinário. Quando a bexiga está cheia, contrai-se, relaxando o esfíncter para o exterior, de modo que a urina sai. A urina é fabricada pelos rins, dois órgãos em forma de feijão, constituídos por três regiões distintas: uma camada exterior com aspecto granuloso - córtex; uma camada interna estriada radialmente - medula, que apresenta massas cónicas (as pirâmides de Malpighi); e uma cavidade para onde é enviada a urina - bacinete.
No córtex do rim existem mais de um milhão de pequenos tubos - nefrídios ou tubos uriníferos, aos quais está associada uma intensa rede de vasos sanguíneos. Cada tubo urinífero é constituído por:
- cápsula de Bowman, que contém um aglomerado de capilares sanguíneos (o glomérulo de Malpighi - conjunto de capilares proveniente da arteríola aferente), chamando-se corpúsculo de Malpighi ao conjunto constituído por cápsula/glomérulo;
- tubo contornado proximal, sinuoso e envolvido por uma densa rede de capilares;
- ansa de Henle, em forma de U;
- tubo contornado distal, sinuoso, envolvido por uma densa rede de capilares, que termina no tubo colector.
A formação da urina requer o movimento de moléculas entre os capilares, formados a partir da arteríola eferente que sai da cápsula de Bowman, e o nefrídio. O sangue entra na arteríola aferente, passando daí ao glomérulo. Pequenas moléculas movem-se do glomérulo para o interior das finas paredes da cápsula de Bowman. Este é o processo de filtração, pois as moléculas maiores e outros elementos do sangue não passam. Assim, o sangue que entra no glomérulo está dividido em duas porções: os componentes filtráveis - água, resíduos, pequenos nutrientes, sais; e os componentes não filtráveis - proteínas e outros elementos. Os elementos filtráveis formam o filtrado glomerular que contém pequenas moléculas dissolvidas, numa concentração semelhante à do plasma. O filtrado fica no interior da cápsula de Bowman e os componentes não filtráveis deixam o glomérulo pela arteríola eferente. A composição do filtrado altera-se à medida que passa pelo restante tubo urinífero, pois dá-se a reabsorção de substâncias deste tubo para o sangue, uma vez que as células que revestem este tubo têm numerosas microvilosidades, o que aumenta a superfície de absorção. Há componentes que são reabsorvidos - água, nutrientes, sais essenciais -, mas também há componentes que não são reabsorvidos - alguma quantidade de água, resíduos, sais em excesso. A contrapor a esta reabsorção, há secreção de substâncias, dos capilares para o tubo urinífero, que vão fazer parte da urina - ácido úrico, creatinina, iões H+, amónia, resíduos de medicamentos, aditivos alimentares, entre outros. Depois, a urina passa ao tubo colector, bacinete e uréter.

Ciências Naturais - Vídeo sobre o Sistema Urinário


Ciências Naturais - Vídeo sobre a dissecação de um Rim


Ciências Naturais - Vídeo sobre a função do Nefrónio


Ciências Naturais - Powerpoint sobre o Sistema Excretor


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Ciências Naturais - O Sistema Excretor



O sistema urinário participa da manutenção da homeostase através da eliminação de restos do metabolismo, de água e outras substâncias pela urina. O aparelho urinário tem a tarefa de separar do sangue as substâncias nocivas e de eliminá-las sob a forma de urina. É composto pelos rins, que filtram o sangue e são os verdadeiros órgãos activos no trabalho de selecção das substâncias de rejeição; dos bacinetes renais com os respectivos ureteres, que conduzem a urina até a bexiga; da bexiga, que é o reservatório da urina; da uretra, canal mediante o qual a urina é conduzida para fora. Juntamente com as substâncias de rejeição, o aparelho urinário filtra e elimina também água. A eliminação de água é necessária seja eporque as substâncias de rejeição estão dissolvidas no plasma, que é constituído, na sua maior parte, de água, seja porque também a quantidade de água presente no sangue e nos tecidos deve ser mantida constante.
O sistema urinário é formado por 2 rins, 2 ureteres, 1 bexiga e 1 uretra.







Os rins são os principais órgãos do sistema urinário. Situados na cavidade abdominal, na região lombar, um de cada lado da coluna vertebral e rodeados por um tecido gorduroso, os rins são órgãos em forma de feijão, de cor vermelha escura. Têm o tamanho de um ovo de galinha, medindo cerca de 11 cm de comprimento e 6 cm de largura. Pesam entre 115 e 155 gramas nas mulheres e entre 125 e 170 gramas nos homens. O lado côncavo está voltado para a coluna vertebral e é por esse lado que entram e saem os vasos sanguíneos, do qual a artéria renal e a veia renal são os mais importantes.
Os rins extraem os produtos residuais do sangue através de milhões de pequenos filtros, denominadas nefrónios, que são a unidade funcional dos rins. Dos nefrónios, os resíduos recolhidos são enviados através dos ureteres para a bexiga.
Os nefrónios estão sempre a funcionar? Sim, a sua actividade é contínua e permanente. Mais de 1000 litros de sangue passam através dos rins diariamente, o que significa que eles filtram todo o sangue do nosso organismo várias vezes por dia (porque no nosso corpo existem apenas 5 litros de sangue). Num período de 24 horas os nefrónios produzem cerca 180 litros de urina, mas em média, cada pessoa só excreta cerca de 1,5 litros por dia.



Dos rins, a urina viaja através de dois finos tubos chamados ureteres até a bexiga. Os ureteres medem aproximadamente de 8 a 10 polegadas de comprimento. Músculos nas paredes dos ureteres constantemente contraem e relaxam para forçar a urina dos rins para baixo. Se é permitido que a urina fique parada, ou volte para cima, uma infecção renal pode desenvolver-se. Pequenas quantidades de urina são despejadas na bexiga pelos ureteres a cada 10 a 15 segundos, aproximadamente.





A bexiga é um órgão muscular oco com formato de um balão. Ela se situa na sua pelve (parte inferior do abdómen) e é mantida no lugar por ligamentos inseridos noutros órgãos e nos ossos da pélvis. A bexiga armazena urina até que você esteja pronto para ir à casa de banho para esvaziá-la. Ela incha obtendo uma forma arredondada quando está cheia e fica diminuída quando vazia. Se o sistema urinário está ínteiro, a bexiga pode comportar até 500ml (2 copos) de urina confortavelmente por 2 a 5 horas.
Músculos circulares chamados esfíncteres ajudam a evitar que a urina vaze. Os músculos esfincterianos fecham-se como uma fita de borracha ao redor da abertura da bexiga na uretra, o tubo que permite que a urina passe para fora do corpo.
Nervos da bexiga informam quando é hora de urinar (esvaziar a bexiga). Ao passo que a bexiga vai ficando repleta de urina, pode-se perceber uma necessidade de urinar. A sensação de urinar torna-se mais forte à medida que a urina continua a encher e alcança o seu limite. Neste momento, nervos da bexiga enviam ao cérebro uma mensagem de que a bexiga está cheia, e sua urgência para esvaziar a bexiga intensifica-se.
Quando você urina, o cérebro sinaliza aos músculos da bexiga para se contraírem, espremendo a urina para fora da bexiga. Ao mesmo tempo, o cérebro sinaliza aos músculos do esfíncter para relaxarem. Quando estes músculos relaxam a urina sai da bexiga através da uretra. Quando todos os sinais ocorrem na ordem correcta, acontece o acto de urinar normalmente.
Uretra é a denominação dada ao canal condutor da urina, que parte da bexiga e termina na superfície exterior do corpo, no pénis ou vulva.
O nosso sangue contém muitas substâncias de que não necessitamos e algumas podem mesmo ser perigosas - água em excesso, sais minerais, células mortas ou alteradas e resíduos das actividades celulares. Por isso têm de ser eliminadas.
O que o organismo não assimila, isto é, os materiais inúteis ou prejudiciais ao seu funcionamento, deve ser eliminado. As nossas células produzem muitos resíduos que devem ser eliminados (excretados) do organismo. Esses resíduos são chamados excreções. A pele e o sistema urinário encarregam-se de eliminar de nosso organismo os resíduos das actividades das células e também as substâncias que estão em excesso no sangue, expelindo-os sob forma de suor (pela pele) e de urina (pelo sistema urinário).

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ciências Naturais - Powerpoint sobre Saúde Individual e Comunitária


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Vídeo sobre a Savana

Vídeo sobre a Tundra


Vídeo sobre o Deserto


Vídeo sobre a Floresta Tropical


Vídeo sobre o Ambiente Aquático Marinho


Vídeo sobre Ambientes Terrestres e Aquáticos


Resumo sobre A Terra como um Sistema


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Vídeo sobre a Floresta de Coníferas

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Vídeo sobre Paramécias


Vídeo sobre uma Amiba em Movimento

Powerpoint sobre Biomas


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Powerpoint "A Terra como um Sistema"


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Vídeo sobre a Terra como um Sistema


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ciências Naturais - Powerpoint sobre as Drogas


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Ciências Naturais - Powerpoint sobre o Sistema Excretor



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Ciências Naturais - Powerpoint sobre o Sistema Digestivo



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terça-feira, 30 de junho de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

Powerpoint - O que fazer no caso de ocorrer um sismo...


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segunda-feira, 11 de maio de 2009

sábado, 9 de maio de 2009

Powerpoint sobre Sismologia


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Impacto dos sismos na Humanidade

Os sismos têm tido um grande impacto ao longo da história da Humanidade, tendo gerado milhões de vítimas, incluindo mortos, feridos e desalojados. As principais causas destes números alarmantes resultam de três grandes grupos de factores.
Em primeiro lugar, a localização de centros urbanos por vezes mesmo grandes cidades, bem como estâncias balneares, ocorre em zonas de grande incidência sísmica. É o que acontece, por exemplo, no Japão e no Sudeste Asiático.
Ainda recentemente pudeste constatar as consequências deste factor no sismo do Sudeste Asiático de Dezembro de 2004 e do enorme e tsunami devastador gerado.
Em segundo lugar, em muitos locais do mundo existe uma fraca qualidade dos edifícios, quer sejam de habitação, de unidades industriais ou de complexos turísticos, à qual se junta uma inadequação a situações de sismo ao nível de construção, sobretudo das suas fundações e estruturas. Estes aspectos provocam um comportamento deficiente destas construções que, por vezes, desmoronam por completo.
Finalmente, um factor de grande influência nas consequências gravosas dos sismos relaciona-se directamente com a população, ou seja, com cada um de nós.

O desconhecimento das medidas de prevenção, assim como a falta de informação sobre o que fazer em termos de atitudes e comportamentos em caso de emergência, são um bom exemplo deste factor.

A protecção das populações que vivem em países localizados em regiões sísmicas passa também pela actuação do Estado a diferentes níveis, nomeadamente:

- na avaliação do risco sísmico por técnicos especializados;
- na criação de regras de construção anti-sísmica e na fiscalização da
sua aplicação;
- na sensibilização da população para realizar a sua autoprotecção,ou seja, para o que cada indivíduo deverá fazer em caso de iminência ou de ocorrência de um sismo;
- na divulgação através de campanhas e folhetos, geralmente dos bombeiros e da Protecção Civil, das condutas e medidas que cada cidadão deverá tomar.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Escala de Mercalli e Richter

Nos últimos anos, os cientistas têm utilizado uma nova técnica de análise da propagação das ondas sísmicas denominada tomografia sísmica . Os registos de dezenas de milhar de estações podem ser recolhidos num computador que, a partir deles, produz imagens tridimensionais do interior do planeta, tal como poderás verificar quando estudares a estrutura da Terra.
Os sismos podem ter efeitos devastadores para o ser humano, provocando mortes e a destruição dos seus lares e outros bens.
Para determinar a intensidade de um sismo usa-se muitas vezes a escala de Mercalli modificada ou escala Internacional, que se baseia nos efeitos destruidores do sismo na superfície terrestre e nos bens humanos. Para se utilizar esta escala é necessário fazer-se um inquérito à população atingida pelo sismo, com o intuito de se saber quais os danos por ele causados. A quantificação da intensidade de um sismo pela escala de Mercalli é expressa em graus de I a XII.
Usando um mapa e ligando neste os diferentes pontos em que o sismo se fez sentir com a mesma intensidade, obtêm-se linhas mais ou menos concêntricas designadas por isossistas . Como estas limitam zonas onde o sismo atingiu a mesma intensidade, é possível, assim, ter uma noção mais generalizada dos efeitos do sismo à escala do país e observar a zona onde este atingiu maior intensidade, ou seja, a zona que corresponde ao epicentro do sismo.
A determinação da intensidade do sismo pela escala de Mercalli depende, por um lado, das respostas obtidas no inquérito, que podem ser influenciadas pelos momentos difíceis vividos pela população e, por outro, do facto de o mesmo sismo, poder ser mais ou menos destruidor
consoante as condições do local afectado. Deste modo, para determinar com precisão a magnitude de um sismo, existe uma outra escala - escala de magnitude de Richter– que se baseia em cálculos complexos relacionados com a quantidade de energia libertada pelo sismo no hipocentro.
A escala de Ritcher determina a magnitude do sismo a partir da amplitude das vibrações sísmicas registadas no sismograma.
A magnitude de um sismo é, assim, uma medida da energia libertada e, portanto, uma medida de grandeza absoluta, pelo que é uma escala muito mais precisa do que a escala de Mercalli.
No quadro seguinte estão indicados os efeitos dos sismos de acordo com a sua magnitude.
Teoricamente, a magnitude de um sismo pode ser qualquer número real positivo. Na prática, os sismógrafos apenas gravam os sismos cuja magnitude excede 1,0 e nunca foi registado nenhum que tenha excedido 9,0. Portugal está situado numa zona sísmica, verificando-se que os Açores e as regiões de Lisboa e do Algarve são os territórios com maior actividade sísmica.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sismógrafos

A maioria dos sismos só é detectada por aparelhos muito sensíveis - os sismógrafos – que se encontram em estações sismográficas.
As ondas sísmicas resultantes das vibrações das rochas são registadas graficamente, obtendo-se um traçado que se designa por sismograma .
Existem três tipos de ondas sísmicas: as P, que são as mais velozes, pelo que são as primeiras a serem registadas; as S, que são menos rápidas que as Pmas mais destrutivas; as L, ondas superficiais,que são as mais lentas e as mais destrutivas.
Os sismógrafos mais modernos têm dois componentes – um localizado no terreno que detecta as vibrações do solo e transmite essa informação ao outro componente, localizado na estação central, que as regista. As vibrações do solo são amplificadas cerca de um milhão de vezes.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Hipocentro/Epicentro

A zona do interior da Terra onde o sismo se originou designa-se por foco ou hipocentro  e a zona à superfície terrestre que se situa na vertical do hipocentro denomina-se  epicentro.
A partir do hipocentro, as vibrações sísmicas transmitem-se em todas as direcções sob a forma de ondas. Estas diminuem de intensidade por dispersão da energia, à medida que se propagam e se afastamdo local de origem. Assim, um sismo corresponde às vibrações das rochas resultantes da libertação de energia no interior da Terra e propaga-se na forma de ondas sísmicas .

terça-feira, 5 de maio de 2009

A ORIGEM E A PROPAGAÇÃO DOS SISMOS

Os sismos são vibrações bruscas da litosfera que ocorrem numa determinada região e durante um curto período de tempo. Dos diversos tipos de causas naturais que podem originar um sismo, a fractura  das rochas da litosfera, provocada pelas forças internas da Terra, seguida do deslizamento das rochas umas em relação às outras, é o mais importante.
Devido, principalmente, aos movimentos das placas litosféricas, as rochas existentes no bordo destas ficam sujeitas a intensas forças de vários tipos. Estas forças provocam a deformação da rocha e mesmo a sua fractura, quando são ultrapassados os seus limites de resistência à deformação. Nestas condições, os blocos rochosos podem deslizar bruscamente um em relação ao outro, ao longo do plano de falha, libertando-se energia que gera vibrações que se propagam na forma de ondas e originam um sismo.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

domingo, 19 de abril de 2009

Ciências Naturais - Vídeo sobre a Formação de uma Caldeira

Ciências Naturais - Vídeo sobre as Erupções do ETNA

Ciências Naturais - Vídeo sobre os Riscos e Beneficios da Actividade Vulcânica

Powerpoint sobre o Vulcão ETNA


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sábado, 18 de abril de 2009

Powerpoint sobre Vulcanismo


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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Powerpoint sobre Vulcanismo - Consequências da Dinâmica Interna da Terra


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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Riscos da Actividade Vulcânica

A actividade vulcânica é, por um lado, um agente modificador da paisagem e, por outro, em determinadas circunstâncias, pode provocar alterações climáticas.
Uma erupção vulcânica pode ter um impacto no clima, apesar do seu efeito ser normalmente breve. Muitas erupções lançam para as camadas altas da atmosfera grande quantidade de cinzas vulcânicas, que podem demorar anos a depositar. Um exemplo de alterações climáticas provocadas por erupções vulcânicas, é o caso da erupção do Krakatoa, em 1883, na sequência da qual a temperatura da região desceu cerca de  0,5 °C e os efeitos deste abaixamento da temperatura fizeram-se sentir durante cerca de 10 anos.
Em algumas erupções vulcânicas, como a do El Chichon no México, em 1982, e a do Monte Pinatubo nas Filipinas, em 1991, foram lança- dos para a atmosfera gases ricos em enxofre que formaram «nuvens de ácido sulfúrico», que, por sua vez, originaram chuvas ácidas res ponsáveis pela destruição da vegetação sobre a qual caíram.

Quando os vulcões se situam em zonas povoadas, apresentam diversos riscos para as populações. As lavas incandescentes, os piroclastos ou mesmo os gases quentes e muitas vezes tóxicos, podem ter um efeito devastador  sobre equipamentos, infra-estruturas, habitações e mesmo, directamente, sobre as pessoas, causando, por vezes, mortes. Por exemplo, o vulcão africano Nyiragongo, no Congo, nas suas diferentes erupções, tem provocado a morte de centenas de pessoas e a deslocação de centenas de milhares.

Materiais Resultantes das Erupções

Quando um vulcão entra em actividade, tal como aconteceu durante a erupção do vulcão dos Capelinhos em 1957 e do vulcão de Santa Helena em 1980, são produzidos e emitidos materiais gasosos, em fusão e sólidos.
Os materiais gasosos mais frequentemente libertados são vapor de água, amoníaco, monóxido de carbono, dióxido de carbono e sulfureto de hidrogénio.
Os materiais em fusão  correspondem à  lava, designação atribuída ao magma quando sai do vulcão. A lava é menos rica em gases que o magma, porque este os foi perdendo ao longo da sua ascensão até à superfície.
Os materiais sólidos  são designados por  piroclastos e resultam da fragmentação e da solidificação do magma. Estes podem ter diferentes dimensões, desde as bombas, que têm um diâmetro compreendido entre 32 mm e 1 m, até às cinzas, cujo diâmetro é inferior a 2 mm.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Tipos de Erupções

Ao longo do período activo do vulcão, e mesmo no decurso da erupção, as características desta podem alterar-se, podendo ser tranquila em determinados momentos e violenta noutros. Esta alternância depende fundamentalmente do tipo de lava – mais fluida ou mais viscosa – que está relacionado com a sua composição química. O tipo de lava determina, assim, os dois tipos gerais de actividade vulcânica: efusiva e explosiva.

Na actividade efusiva , a lava é muito fluida. Se é expelida para o exterior, através de uma cratera, forma como que um repuxo que escorre pelo cone vulcânico – rios de lava – e não há emissão de piroclastos. Deste tipo de actividade resultam geralmente cones vulcânicos relativamente baixos e de flancos suaves.

A maior parte da actividade vulcânica ocorre «escondida» no fundo oceânico. Na zona dos rifts , a lava fluida ao ser expelida, ao longo das enormes fissuras existentes, espalha-se cobrindo o fundo oceânico como um tapete, não originando assim a formação de um cone vulcânico.

Esta lava toma aspectos muito característicos, com formas arredondadas, e é designada por lava em almofada.  


Numa actividade explosiva, o magma que origina a lava é mais viscoso, pelo que flui mais lentamente, dificultando a libertação de gases, o que provoca explosões violentas. As explosões que caracterizam a actividade vulcânica explosiva originam a fragmentação da lava em porções tanto mais pequenas quanto mais violentas forem as explosões.

Por arrefecimento das porções de lava, originam-se piroclastos de diferentes dimensões. Nesta actividade, formam-se nítidos cones vulcânicos com a típica forma cónica, cujos flancos apresentam forte inclinação.

Se o magma que origina a lava for muito viscoso, solidifica ainda na chaminé, obstruindo-a. Nestes casos, a normal libertação dos gases é impedida, pelo que a sua pressão aumenta, o que acaba por provocar violentas explosões.

Para além das enormes colunas de gases, formam-se muitas vezes nuvens de gases e cinzas a altas temperaturas – nuvens ardentes – que «rolam» junto ao solo, destruindo tudo à sua passagem.

Constituição de um Vulcão

Cone vulcânico: elevação de forma cónica, resultante da acumulação libertados durante uma erupção.



Chaminé vulcânica: canal no interior do aparelho vulcânico, que estabelece a comunicação entre a câmara magmática e o exterior.



Cratera: abertura do cone vulcânico, em forma de funil, que se localiza no topo da chaminé, formada por explosão ou por colapso da chaminé.



Câmara magmática: local situado no interior da Terra, onde se acumula, que se designa magma. Nem todos os vulcões possuem esta estrutura. Por vezes, o magma ascende directamente da zona onde é formado.



Cones secundários: pequenos cones vulcânicos localizados nos flancos do cone principal, alimentados pela chaminé e pela câmara magmática deste.



Magma: material rochoso fundido.

Constituição de um Vulcão

Os Vulcões são aberturas naturais na superfície terrestre, através das quais é expelido Magma – rocha fundida formada no interior da Terra – para o exterior. Segundo a sua localização, existem vulcões que ocorrem nos limites das placas litosféricas - vulcões interplacas -, como os dos rifts e os das zonas de subducção e outros que ocorrem intraplacas - vulcões dos pontos quentes ou hot-spots. Apesar de em muitos dos vulcões activos não se formar um acentuado cone vulcânico – vulcões dos rifts, a imagem de vulcão que a maioria das pessoas tem corresponde a uma forma cónica com uma ou mais aberturas. Existem vulcões que correspondem mais claramente a esta imagem – são os vulcões dos pontos quentes e os das zonas de subducção.


Localização da Actividade Sísmica


Existem diferentes testemunhos que evidenciam o enorme dinamismo da Terra, dos quais se salientam os sismos e os vulcões. O exame atento das zonas do nosso planeta com vulcanismo activo e com sismicidade evidencia de imediato que são coincidentes com o limite das placas litosféricas.

duas zonas de intensa actividade sísmica na Terra: a faixa que cicunda o oceano Pacífico; a faixa que atravessa a América Central, a zona média do oceano Atlântico, o mar Mediterrâneo, a Índia e Java.

Portugal é uma das regiões sísmicas do mundo, registando uma actividade sísmica regular.
A actividade vulcânica actual, representada pelos cerca de mil vulcões activos, não se encontra distribuída uniformemente na Terra, existindo três regiões onde é mais intensa:

à volta do oceano Pacífico – Anel de Fogo do Pacífico – onde se situam mais de metade dos vulcões activos do planeta;

à volta do mar Mediterrâneo;

no oceano Atlântico, segundo a direcção Norte-Sul, onde se inclui o arquipélago
dos Açores.


Portugal é um dos raros países europeus que integra no seu território vulcanismo activo.
Há uma coincidência evidente entre o limite das placas litosféricas e as zonas do mundo com vulcanismo activo e actividade sísmica. De facto, grande parte dos sismos e dos vulcões originam-se no bordo rifts das placas litosféricas, quer seja nos quer seja nas zonas de subducção. É, portanto, nos limites das placas que se manifestam com maior intensidade as forças internas do planeta e os movimentos a elas associados, em suma a dinâmica interna da Terra, sendo, as principais evidências desta, os sismos e os vulcões.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A EVOLUÇÃO DE DARWIN

O Jardim Zoológico associou-se à Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito da exposição: “A EVOLUÇÃO DE DARWIN”. A partir de 12 de Fevereiro, data de aniversário de Darwin, poderá ver na Fundação Calouste Gulbenkian, a primeira reconstituição tridimensional do jovem Darwin. Esta exposição incluirá uma reconstituição da viagem do Beagle e do escritório do cientista. A Fundação Calouste Gulbenkian, desenvolveu também um ciclo de conferências sobre a temática. O Jardim Zoológico estará presente na exposição, numa galeria anexa, que terá alguns animais: uma Tartaruga-terrestre, um Lagarto-dragão, uma Iguana-verde, entre outros.

Paralelamente a esta exposição, o Jardim Zoológico desenvolve no seu espaço o programa educativo: “AO ENCONTRO DE DARWIN”. De uma forma divertida e interactiva, apresentamos Charles Darwin junto do público escolar (do 2º Ciclo ao Secundário), visitante da exposição na Gulbenkian com os seguintes objectivos:

- Compreender como a Ciência e a sociedade têm interpretado a
grande diversidade de seres vivos;

- Dar a conhecer Charles Darwin e a sua obra «A Origem das
Espécies»;

- Compreender a influência que o ambiente exerce na
diversidade de espécies existentes no planeta;

- Identificar espécies semelhantes às que Darwin encontrou e
estudou nas suas incursões pelas Galápagos;

- Identificar as características mais marcantes e distintivas dos
animais seleccionados;

- Identificar os diversos argumentos que apoiam a Teoria da
Evolução;

- Compreender a Teoria Sintética da Evolução.


O programa proposto consiste num Peddy Paper, durante o qual os alunos são convidados a ir ao encontro de Darwin, tendo que para isso seguir as indicações deixadas por ele na forma de cartas ao longo de um percurso exploratório pelo espaço. A última carta indica o local no Jardim Zoológico onde se encontra Darwin, que então debate com o grupo a sua viagem e as suas teorias. É privilegiado o método interrogativo e a interacção com o grupo. Promove-se a aprendizagem autónoma e o espírito crítico, bem como a inter-ajuda e o trabalho em equipa.

Para mais informações poderá telefonar para 21 723 29 60 ou enviar um e-mail para pedagogico@zoolisboa.pt



Período de realização: De 2ª a 6ª feira, de Fevereiro a Junho de 2009.

Horários: Flexíveis. De acordo com as marcações já efectuada para a exposição na Gulbenkian.

Duração: Aproximadamente 1h30

Capacidade: 25/30 alunos por encontro. O grupo à chegada é dividido em 2 grupos mais pequenos para o Peddy Paper que se reúnem novamente quando encontram Darwin.

Preço para o programa educativo: Gratuito.

Preço de entrada no Zoo: Promoção especial para as escolas que visitarem a exposição na Fundação Calouste Gulbenkian 5€ por aluno.

Intervenientes: Guias/Biólogos do Centro Pedagógico; Público escolar.

Nota importante: Contactar o Centro Pedagógico antes de visita ao Zoo. Obrigatório marcação

terça-feira, 7 de abril de 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Deformações

A actividade interna do nosso planeta manifesta-se tanto por fenómenos bruscos, como os vulcões e os sismos, que estudarás no tema seguinte, como também por processos muito lentos. Estes são em grande parte devidos quer à mobilidade da litosfera quer ao peso das camadas de sedimentos que tem sobre ela, que exercem diversos tipos de forças sobre as rochas que a constituem e que lhes provocam diferentes deformações.

As forças que se exercem sobre as rochas podem ser principalmente de três tipos:
Compressão – tendem a reduzir o volume da rocha;
Tracção – tendem a alongar a rocha;
Cisalhamento – provocam movimentos paralelos das rochas em sentidos opostos.
As rochas oferecem diferente resistência às forças a que estão sujeitas, não só em função da intensidade e do período de duração(tempo) dessas forças, mas também por causa de outros factores, como a composição e a estrutura da rocha e a temperatura a que seencontra.As deformações causadas nas rochas podem ser de alguns tipos fundamentais que certamente entenderás pelos exemplos simplesque a seguir te apresentamos.
A deformação do tipo elástica é reversível e proporcional à força aplicada. Quando cessa a força deformadora, cessa a deformação e a rocha recupera a forma inicial. É importante salientar que a capacidade de deformação elástica das rochas é limitada, pelo que, ultrapassado o limite de elasticidade, as rochas sofrem deformação permanente ou entram mesmo em rotura.
A deformação do tipo plástica é permanente e ocorre quando é ultrapassado o limite de elasticidade das rochas.

Dobras e Falhas

Quando é ultrapassado o limite de plasticidade, a rocha cede e entra em rotura. Conforme o tipo de forças que actua – compressivas, de tracção ou de cisalhamento – assim se formam falhas inversas,normais ou desligamentos

Correntes de Convecção

Uma das áreas de investigação dos geólogos é a determinação das causas do movimento das placas litosféricas. Muitos admitem que estas são postas em movimento devido a correntes de convecção de massas fluidas desigualmente aquecidas, que ocorrem no manto sobre o qual assentam, que as fazem deslocar sobre ele como um «tapete rolante».

As correntes de convecção podem ser facilmente visualizadas em qualquer massa fluida, como água, que colocada num recipiente sobre uma fonte de calor fica desigualmente aquecida. Em consequência, experimenta um movimento ascendente do local onde está mais quente para o local onde está menos quente, pois quando aquecida fica dilatada, por isso, menos densa e, consequentemente, mais leve. Arrefecendo à superfície contrai, torna-se mais densa e pesada
e, por isso, afunda, gerando num movimento global a convecção.

Muitos cientistas consideram que as massas quentes da astenosfera, aquecidas por baixo devido ao calor interno da Terra, sobem em direcção à litosfera, ao mesmo tempo que as massas mais frias da parte superior descem, formando-se assim correntes de convecção de material plástico.

Como em muitos assuntos científicos, as opiniões sobre o movimento das placas não são consensuais, existindo muitas vezes grandes polémicas.
Efectivamente, há geólogos que consideram que é a litosfera, por ser mais fria e densa nas zonas de subducção, que afunda. O movimento é, assim, em parte provocado pelas placas, que são consideradas como participantes no processo de convecção do manto e não elementos passivos.

Outros geólogos consideram que é o manto inteiro, e não só a astenosfera, que se movimenta, enquanto outros apontam como geradores do movimento do manto certas regiões anormalmente quentes – hot spots – que estudarás no tema seguinte.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Vídeo sobre a Deriva Continental

Tipos de Limites


Os cientistas, com os dados actuais, admitem que a litosfera se encontra dividida em várias placas, que se movem umas relativamente às outras, deslizando lentamente sobre a astenosfera.
A velocidade das placas, medida actualmente utilizando satélites, lasers e ondas de rádio, é muito variável de umas para outras, mas, em média, é de 1 a 18 centímetros por ano.


É, principalmente, no bordo das placas litosféricas que ocorrem importantes processos geológicos. Tais processos dependem dos três tipos de movimentos que as placas podem ter umas em relação às outras e que podem ser:




Convergentes - quando as placas se aproximam

Divergentes - quando se afastam

Laterais - quando se deslocam lateralmente




Nos bordos das placas ocorrem importantes fenómenos geológicos, dos quais se destacam a ocorrência de sismos, e a deformação das rochas. Como não se forma nem se destrói a litosfera, estes são designados por conservativos.
São acontecimentos que ocorrem, por exemplo, no Pacífico Oriental, ao longo da Falha de Santo André (EUA).





Nos bordos das placas que se afastam– movimentos divergentes – os principais acontecimentos geológicos são o alargamento do fundo oceânico, o afastamento dos continentes e a ocorrência de sismos e vulcões.



Como se forma nova litosfera, estes bordos são chamados construtivos .



É o que ocorre nos Açores, provocando o afastamento das ilhas Corvo e Flores das restantes, e na Islândia, país que se situa na dorsal média do oceano Atlântico, precisamente no limite das placas
Americana e Euro-Asiática.






Nos bordos das placas que se aproximam – movimentos convergentes - os mais importantes fenónemos geológicos são a formação de montanhas e a ocorrência de sismos e de actividade vulcânica.
Como as placas ao movimentarem-se chocam entre si, o que leva à destruição da litosfera nestes bordos, estes são designados por destrutivos.
São exemplos desta situação as ilhas Aleutas, os Andes e os Himalaias

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Tectónica de Placas

O esforço de muitos cientistas para interpretar os dados provenientes de diferentes ramos da Ciência levou, no final do século XX, à proposta da Teoria da Tectónica de Placas, uma visão dinâmica dos fenómenos geológicos que ocorrem na Terra. A Tectónica é um ramo da Geologia que estuda o relevo terrestre e as suas deformações numa perspectiva dinâmica, isto é, integrados nas forças e movimentos globais da Terra.

Através da utilização de certas tecnologias, como o sonar e os veículos-robôs, foi possível construir um modelo da morfologia do fundo dos oceanos, que sugere que as rochas do fundo se formam a partir de materiais libertados nos rifts, que se expandem pela planície e se afundam nas fossas. Portanto, esta expansão é acompanhada pelo movimento do fundo oceânico.



No bordo dos continentes existe um patamar que afunda suavemente - a plataforma continental – e termina num declive acentuado – o talude continental . Junto ao bordo dos continentes surgem, por vezes, zonas muito profundas – as fossas – na continuidade das quais existem zonas
zonas de grande instabilidade geológica – zonas de subducção.
As zonas de subducção são áreas onde porções da litosfera deslizam por debaixo de outras. O movimento descendente da litosfera provoca a sua fusão no manto subjacente – a astenosfera .
Na faixa médio-oceânica existem cadeias montanhosas submarinas – as dorsais oceânicas . Estas são constituídas por cristas aguçadas alinhadas de um e de outro lado de enormes fendas – os rifts – que chegam a atingir dois quilómetros de profundidade. Estas fendas não são contínuas porque estão recortadas por milhares de fendas transversais.
De um e de outro lado das cadeias montanhosas submarinas estendem-se vastas superfícies planas – as planícies abissais .
A morfologia submarina sugere que as rochas dos fundos oceânicos se formam a partir de materiais provenientes dos rifts, que se expandem pela planície abissal e se afundam nas fossas, levando a admitir o movimento do fundo oceânico.

As sondagens realizadas no fundo dos oceanos possibilitaram a datação dos sedimentos e das rochas. Estas pesquisas mostraram que as rochas são mais recentes junto aos rifts e mais antigas junto às margens continentais, e que os sedimentos são menos espessos junto à dorsal médio-oceânica do que perto do talude continental.

Admite-se que a Terra é constituída quimicamente por três zonas concêntricas: crosta, manto e núcleo. Nestas zonas as propriedades físicas da Terra variam. Por exemplo, a crosta e a zona superior de manto são rígidas e formam a litosfera que assenta numa zona pastosa do manto – a astenosfera.

Fundos Oceânicos

As plataformas continentais prolongam os continentes sob os oceanos, possuindo até cerca de 200 metros de profundidade e até 1000 quilómetros de comprimento. Formaram-se entre períodos glaciares, quando os oceanos inundaram parte dos continentes, dando origem a áreas de águas pouco profundas ao longo das costas. Estas áreas encontram-se cobertas de sedimentos provenientes da erosão das rochas continentais, que para ali são transportados pelos rios.

Na transição entre a plataforma continental e as planícies abissais, existe o talude continental. Este consiste num declive muito acentuado, passando das centenas para os milhares de metros de profundidade em poucos quilómetros, e forma-se a partir de sedimentos provenientes do seu cume e da esfoliação da placa continental em subdução.


Os oceanos não são apenas a porção de superfície terrestre que se encontra coberta por água. Os fundos oceânicos são geologicamente distintos dos continentes e encontram-se num ciclo perpétuo de criação e destruição que molda o seu aspecto. Este processo ocorre lentamente ao longo de dezenas e centenas de milhões de anos.

Foi durante os anos após a Segunda Guerra Mundial que grande parte do fundo oceânico foi descoberto e estudado, devido ao avanço tecnológico dos sonares. Com estes estudos descobriram-se vários relevos oceânicos, tais como as dorsais oceânicas, que consistem num sistema contínuo de cadeias montanhosas submarinas de origem vulcânica, com aproximadamente 60 mil quilómetros, que rodeia o planeta Terra, ocupando o eixo médio dos oceanos. Este sistema é o maior relevo geológico no planeta e é formado por placas divergentes, ou seja, que se movem em direcções opostas. Nas suas zonas de fractura, denominadas riftes oceânicos, o magma basáltico, de origem mantélica, ascende e forma nova crosta oceânica, elevando assim o fundo oceânico. A dorsal ergue-se em média 3000 a 4000 metros acima do fundo marinho mas, por vezes, as montanhas submarinas erguem-se ao ponto de vir a superfície formando ilhas vulcânicas, como é o caso dos Açores e da Islândia. A dorsal oceânica é ocasionalmente fracturada por falhas transformantes, em que as placas deslizam uma paralelamente à outra e não há destruição nem formação de crosta.


A crosta formada pela dorsal oceânica é destruída nas fossas oceânicas, também designadas de zonas de subdução. As fossas são criadas em fronteiras convergentes quando se dá a colisão entre uma placa oceânica densa e uma placa continental mais leve. A placa oceânica afunda em relação à continental e mergulha no manto até se fundir. O material fundido ascende a superfície formando ilhas ou cadeias montanhosas, como a cordilheira dos Andes na América do Sul. Na fossa das Marianas, perto do Japão, encontra-se o ponto mais profundo da superfície terrestre, com aproximadamente 11 quilómetros de profundidade.

Ocupando aproximadamente metade do fundo marinho encontramos as planícies abissais. Iniciam-se na fronteira entre a crosta continental e a crosta oceânica e prolongam-se até às profundezas dos oceanos. É a área mais plana da superfície terrestre, situada entre os 2500 e os 6000 metros de profundidade. O seu relevo plano é o resultado da acumulação de lençóis de sedimentos com uma espessura aproximada de 5000 metros. Estes lençóis escondem as rochas basálticas características da crosta oceânicas. O seu relevo plano é, por vezes, interrompido pelas abyssal hills, que acontecem quando os lençóis de sedimentos não possuem espessura suficiente para cobrir as rochas da crosta oceânica. As abyssal hills encontram-se normalmente cobertas por sedimentos. São vulcões já extintos ou pequenas formações rochosas que ascenderam pela crosta sob a forma de magma. As abyssal hills podem ser encontradas paralelamente a dorsal oceânica, e observadas em grupo ou isoladas. As planícies abissais são mais comuns no oceano Atlântico e menos comuns no Pacifico, onde as fossas oceânicas são mais comuns, pois os sedimentos tendem a acumular-se nas fossas.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Pangea

Wegener, baseando-se na morfologia dos contornos continentais e em dados paleontológicos, paleoclimáticos e outros dados geológicos, admitiu que todos os continentes estiveram unidos num único grande continente. A fragmentação deste em vários continentes menores e as posteriores deslocações destes até à actualidade teriam originado o mapa-múndi actual.
Baseando-se na complementaridade dos contornos dos vários continentes, Wegener construiu um mapa da Terra no qual todos os continentes estavam unidos num supercontinente – a Pangea.




A hipótese de Wegener foi revolucionária para a época em que foi apresentada. Os cientistas seus contemporâneos argumentavam que ele evidenciava o movimento dos continentes, mas não explicava convenientemente como é que isso era possível. Wegener apresentou duas hipóteses para explicar o movimento dos continentes:

• os continentes abrem caminho através da crosta oceânica impeli-
dos como um barco na água;
• a crosta continental flutua sobre a crosta oceânica.

Porém, Harold Jeffreys e outros físicos da época provaram que estas duas hipóteses não eram possíveis, o que foi aceite pela maioria dos cientistas. Assim, a hipótese de Wegener não foi aprovada e quando este morreu, em 1930, as suas ideias tinham sido esquecidas.

Argumentos de Wegener


Wegener observou que certos continentes, como a parte oriental da América do Sul e a parte ocidental da África, apresentavam um «recorte» complementar.



Foram encontrados, em diferentes continentes afastados uns dos outros, fósseis de seres que não dispunham de meios de locomoção que lhes permitissem percorrer tão longas distâncias. É o caso do Mesossáurio, cujos fósseis podem ser encontrados na América do Sul e na África.



Wegener observou marcas das glaciações, que se estendem por áreas tão vastas que vão desde a Oceânia, passando pela Ásia, até à América do Sul, regiões na actualidade distantes e com climas quentes.




Foram identificadas rochas de características idênticas, que evidenciam uma origem comum, em montanhas muito distantes,como, por exemplo, no Canadá e na Europa.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Pangeia



Alfred Wegener - Teoria da Deriva Continental

Até princípios do século XX, os geólogos pensavam que a posição dos continentes e dos oceanos, na superfície da Terra, tinha sido sempre a mesma. Wegener, em 1915, apresentou uma hipótese inovadora e revolucionária para a época, em que propôs a mobilidade dos continentes ao longo da história da Terra.
Alfred Wegener propôs que no fim da Era Paleozóica, há cerca de 250 milhões de anos, existia um supercontinente designado por Pangea, rodeado por um único oceano Pantalassa.

A fragmentação da Pangea iniciou-se já na Era Mesozóica por consequência de uma fissura que se abriu na crosta. Um mar de águas pouco profundas, chamado Mar de Tétis, passou a separar a Pangea em duas partes: a parte Norte designada por Laurásia, que inclui a Gronelândia, a América do Norte, a Europa e a Ásia (Eurásia); a parte Sul designada por Gondwana, que inclui a América do Sul, a Índia, a Austrália e a Antárctica.
Ao longo da Era Mesozóica e da Era Cenozóica, a separação dos continentes foi continuando até atingirem as formas e as posições actuais.
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